Tesouro Direto: taxas dos títulos recuam nesta segunda-feira

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Freepik/Divulgação

As taxas dos títulos do Tesouro Direto registram queda segunda-feira (28) na comparação às oferecidas no fechamento da nesta sexta-feira (25).

A maioria dos títulos mantiveram a tendência de queda registrada na sexta (25), apenas o Tesouro Selic se comportou diferente.

  • Confira as variações do Tesouro hoje:
TesouroInvestimento MínimoTaxa (% a.a.) 25/09/2020Taxa (% a.a.) 28/09/2020Variação (p.p.)
Prefixado 2023R$ 36,374,38%4,31%-0,07
Prefixado 2026R$ 35,256,95%6,88%-0,07
Prefixado 2031 juros semestraisR$ 36,277,42%7,33%-0,09
Selic 2025R$ 106,460,11%0,13%+0,02
IPCA + 2026R$ 57,152,65%2,62%-0,03
IPCA +2035R$ 37,923,97%3,93%-0,04
IPCA + 2045R$ 38,733,97%3,93%-0,04
IPCA + juros semestrais 2030R$ 41,103,27%3,23%-0,04
IPCA + juros semestrais 2040R$ 42,853,96%3,92%-0,04
IPCA + juros semestrais 2055R$ 45,204,17%4,14%-0,03

Cenário

O Boletim Focus do Banco Central trouxe nesta semana uma elevação da previsão para a inflação oficial do país (IPCA) para 2020 e manteve praticamente estável a queda do PIB. O relatório, divulgado nessa segunda-feira (28), é baseado em estimativas do mercado financeiro.

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A previsão para o IPCA passou de 1,99% na semana passada para 2,05% essa semana, mantendo a sequência de altas para esse indicador, que há quatro semanas estava em 1,77%. No fechamento de agosto, o índice mostrou uma variação positiva de 0,24%, a maior para o mês desde 2016. E a prévia de setembro (IPCA-15), divulgado na semana passada, registrou alta de 0,45%.

Para 2021, a estimativa do mercado para a inflação não mudou, segue em 3,01%.

Para o PIB, o boletim Focus mostra uma estabilidade das projeções. Na semana passada, a queda esperada para a economia brasileira esse ano era de 5,05%. Agora está em 5,04%. Há quatro semanas, previa-se uma queda maior, de 5,28%.

Para o ano que vem, a estimativa é a mesma da semana passada, crescimento de 3,50%

A previsão para a taxa básica de juros da economia para esse ano se manteve inalterada em 2%, assim como para 2021, de 2,50%. A última ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central sinalizou que os juros tendem a seguir sem alterações nos próximos meses, seja para cima ou para baixo.

A expectativa para a cotação do dólar em relação ao real ao final de 2020 não mudou. O mercado espera uma taxa de R$ 5,25, a mesma da semana passada. Para 2021, a projeção também não se alterou e está em R$ 5,00.