Tesouro Direto: taxas dos títulos sobem nesta quarta-feira

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
1

Crédito: Reprodução/Tesouro Direto

As taxas dos títulos do Tesouro Direto registram queda nesta quarta-feira (23) na comparação às oferecidas no fechamento da terça-feira (22).

A maioria dos títulos tiveram correções para cima, revertendo as quedas observadas ontem.

As maiores altas foram registradas nos títulos prefixados.

Confira principais Ações para investir em Outubro

  • Confira as variações do Tesouro hoje:
TesouroInvestimento MínimoTaxa (% a.a.) 22/09/2020Taxa (% a.a.) 23/09/2020Variação (p.p.)
Prefixado 2023R$ 36,174,48%4,55%+0,07
Prefixado 2026R$ 34,857,01%7,10%+0,09
Prefixado 2031 juros semestraisR$ 35,837,51%7,51%0,00
Selic 2025R$ 106,600,09%0,09%0,00
IPCA + 2026R$ 56,722,69%2,72%+0,03
IPCA +2035R$ 37,374,02%4,02%0,00
IPCA + 2045R$ 37,844,02%4,02%0,00
IPCA + juros semestrais 2030R$ 40,723,32%3,33%+0,01
IPCA + juros semestrais 2040R$ 42,294,00%4,01%+0,01
IPCA + juros semestrais 2055R$ 44,524,24%4,22%-0,02

Cenário

Os mercados estão em alta na manhã desta quarta-feira (23), ainda repercutindo os comentários do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que disse ontem (22) que o governo dos Estados Unidos vai apoiar a economia “pelo tempo que for preciso”.

Da Europa vêm os resultados dos Índices dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês). A prévia do PMI industrial da zona do euro em setembro teve leitura de 53,7 pontos, acima da projeção de 51,9 e acima dos 51,7 de agosto. Leituras acima de 50 pontos apontam crescimento econômico e, abaixo, retração.

Já o PMI de serviços ficou em 47,6, abaixo da projeção de 50,5 (mesma leitura de agosto). Com isso, o PMI composto, que une industrial e de serviços, deve ficar em 50,1 no mês – a expectativa é por 51,7 (era 51,9 em agosto).

Para hoje, o destaque é a divulgação do IPCA-15, considerado uma prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial de inflação no país.

Ontem, a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reiterou sua resolução de manter a taxa Selic em 2%, após nove cortes consecutivos da taxa básica de juros.

Entre as indicações transmitidas ao mercado, foi sinalizado que a política monetária deve ser mantida como está pelos próximos meses. Isto porque reduções adicionais na taxa de juros poderiam ser acompanhadas de instabilidade nos preços dos ativos.

Segundo o Copom, o cenário deve ser mantido sem novas alterações ainda por 2021 e, possivelmente, até 2022. Isto só muda se a inflação não seguir na trajetória desejada.