Tesouro Direto: taxas de títulos sobem nesta segunda-feira

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
1

Crédito: Reprodução / Canva - Crescimento de Capital

As taxas dos títulos do Tesouro Direto registram alta novamente nesta segunda-feira (21) na comparação às oferecidas no fechamento da sexta-feira (18).

Todos os títulos tiveram correções para cima. Com mais essa variação positiva, o Tesouro registra cinco dias seguidos de altas.

As maiores altas foram registradas nos títulos prefixados.

Confira principais Ações para investir em Outubro

  • Confira as variações do Tesouro hoje:
TesouroInvestimento MínimoTaxa (% a.a.) 18/09/2020Taxa (% a.a.) 21/09/2020Variação (p.p.)
Prefixado 2023R$ 36,104,28%4,62%+0,34
Prefixado 2026R$ 34,726,80%7,16%+0,36
Prefixado 2031 juros semestraisR$ 35,407,37%7,69%+0,32
Selic 2025R$ 106,610,08%0,09%+0,01
IPCA + 2026R$ 56,532,54%2,77%+0,23
IPCA +2035R$ 36,843,90%4,12%+0,22
IPCA + 2045R$ 38,943,90%4,12%+0,22
IPCA + juros semestrais 2030R$ 40,493,15%3,40%+0,25
IPCA + juros semestrais 2040R$ 41,863,89%4,09%+0,20
IPCA + juros semestrais 2055R$ 43,464,15%4,34%+0,019

Cenário

Ibovespa futuro abriu a segunda-feira (21) em baixa de 1,44%, aos 96.622 pontos, em linha com os mercados do exterior, que repercutem avanço do coronavírus e suspeitas sobre fundos de bancos internacionais.

A última semana foi a terceira de perdas seguidas para a bolsa brasileira, assim como em Wall Street. Na sexta, o Ibovespa teve queda de 1,81%.

O dólar está cotado a R$ 5,4467, com alta de 1,12%.

Boletim Focus voltou a apontar melhora para o Produto Interno Bruto (PIB) e também avanço da inflação.

A projeção para o PIB foi de queda de 5,11% há uma semana para queda de 5,05%. Há quatro semanas, era de recuo de 5,46%.

A expectativa para a inflação oficial do país em 2020, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve seu sexto aumento consecutivo: foi de 1,94% para 1,99%. Há quatro semanas, era de 1,71%.

A prévia da Sondagem da Indústria da FGV de setembro sinaliza avanço de 7,2 pontos do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação ao número final de agosto, para 105,9 pontos. Se o resultado se confirmar, esse será o maior valor do índice desde janeiro de 2013 (quando registrou 106,7 pontos).

Amanhã o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulga a ata da última reunião, quando foi anunciada a manutenção da taxa Selic em 2%, após nove cortes consecutivos.