Tesouro capta US$ 3,5 bilhões em duas emissões externas realizadas hoje

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/ Tesouro Nacional

O Tesouro Nacional captou US$ 3,5 bilhões no mercado internacional com as menores taxas de juros em sete anos. Os recursos vieram da emissão, feita hoje (3), de US$ 1,25 bilhão em títulos da dívida externa com vencimento em junho de 2025 e de US$ 2,25 bilhões em títulos da dívida externa com vencimento em junho de 2030.

Os títulos com vencimento em 2030, pagam 4% ao ano. Apesar do aumento dos juros em relação a novembro de 2019, eles continuam mais baixos que os 4,7% ao ano obtidos em março do ano passado. As informações são da Agência Brasil.

Enquanto para os títulos de 5 anos, a taxa somou 3%. Como o Brasil não emitia papéis com prazo tão curto desde meados dos anos 2000, o Tesouro não pode fazer comparação.

Taxas baixas de juros refletem pouca desconfiança dos investidores em relação ao risco de não pagamento da dívida. Em tempos de incerteza, os investidores cobram juros mais elevados para adquirir os títulos brasileiros.

Através de títulos da dívida externa, o governo pega dinheiro emprestado do mercado externo com o compromisso de devolver os recursos com juros.

Ou seja, o Brasil devolverá os recursos daqui a vários anos com a correção dos juros acordada, de 3% ao ano para os papéis que vencem daqui a cinco anos, e de 4% ao ano para os papéis que vencem daqui a dez anos.

Diferença entre rentabilidade dos títulos

A diferença entre os títulos brasileiros de dez anos e os papéis do Tesouro norte-americano com o mesmo prazo aumentou.

A remuneração do papel brasileiro foi 324,3 pontos-base maior que a dos papéis norte-americanos. Essa foi a maior diferença desde 2005. Para os papéis de cinco anos, o spread atingiu 263,1 pontos.

Sendo assim, o Tesouro Nacional pagará juros 3,243 pontos percentuais superiores aos papéis de dez anos emitidos pelos EUA e taxas 2,631 pontos acima dos bônus norte-americanos de cinco anos. Os títulos do tesouro norte-americanos são considerados os papéis mais seguros do mundo.

Demanda forte

De acordo com o Tesouro, houve forte demanda ao longo de todo o dia. Mesmo quando o Tesouro reduziu os juros ofertados, as compras continuaram subindo.

Os recursos captados visam fornecer um referencial para empresas brasileiras que pretendem captar recursos no mercado financeiro internacional.