Tesouro e Banco Central alteram leilão de títulos públicos

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Tesouro e BC mudam leilão de títulos

O Tesouro Nacional e o Banco Central divulgaram mudanças no leilão de títulos públicos, que envolvem o cronograma para esse ano e a oferta de papéis com prazos mais curtos. De acordo com comunicado do Tesouro divulgado na sexta-feira (9), as alterações têm objetivo de “promover maior flexibilidade para o gerenciamento da dívida pública federal, frente aos impactos causados pela pandemia de Covid-19”.

Será realizada uma oferta de Letra Financeira do Tesouro (LFT) com vencimento em março de 2022 a partir de 15 de outubro. As LFTs com vencimento em março de 2023 deixarão de ser ofertadas.

Além disso, haverá leilão de Nota do Tesouro Nacional série B (NTN-B), com vencimento em maio de 2023, em quatro terças-feiras: 20 de outubro, 3 de novembro, 1º e 15 de dezembro.

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No documento em que também informava a mudança, o Banco Central disse que a medida visa adaptar os instrumentos às mudanças nos condicionantes da demanda por liquidez no mercado de reservas bancárias, que tem se concentrado, por questões conjunturais, em instrumentos de curto prazo.

O banco informou também que no leilão de rolagem da operação compromissada com vencimento em 29 de outubro de 2020 será fixado o limite máximo de R$ 600 bilhões para o montante total a ser aceito pelo Banco Central.

Em manifestação recente, o presidente do Banco, Roberto Campos Neto, confirmou que os investidores tinham reduzido a demanda pelas LFTs e passaram a pedir um prêmio maior pelos títulos, em razão do risco fiscal.

Com isso, a rentabilidade do papel (Tesouro Selic) recuou 0,27% em setembro. Desde 2002, nas vésperas da eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as LFTs não tinham perdas. E as sinalizações são de que isso pode voltar acontecer em outubro.

Esses resultados se referem à negociação dos títulos no mercado secundário e afeta quem está negociando os papéis agora. Quem ficar com eles até o vencimento receberá a variação contratada.

De acordo com a Reuters, os diretores do Banco Central irão discutir os preços das operações compromissadas nas reuniões do Copom e irão ajustá-las, visando reduzir os prêmios ou até zerá-los.

As medidas anunciadas na sexta-feira foram resultado de reuniões entre Tesouro e BC e não estão descartadas outras ações combinadas.

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