Tesla atrai novos traders com oscilação de ações

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Open Grid Scheduler, Grid Engine/Creative Commons

As ações da Tesla chamaram a atenção de traders profissionais e de varejo, ao mesmo tempo em que a empresa buscava capitalizar as oscilações descontroladas. Em 23 dos 31 dias de negociação em 2020, as ações da companhia de Elon Musk, CEO da Space Exploration Technologies Corp. (SpaceX) e Tesla Inc., registraram movimentos de pelo menos 1%, até o fechamento na sexta-feira (14). Só para exemplificar, durante todo o ano, o índice S&P 500 marcou somente cinco movimentos com essa relevância.

Durante este ano, a Tesla sofreu cinco quedas de, pelo menos, 1%, contando com um registro de 17,2%, em 5 de fevereiro. Ainda na sexta-feira, as ações também caíram 0,4% nas negociações voláteis. Isso após a precificação de US$ 2 bilhões em 767 dólares por ação na oferta secundária. Apesar das quedas, segundo a CNBC, as movimentações, incluindo o aumento de 19,9% em 3 de fevereiro, levaram a Tesla a bater recordes.

Conforme Jon Najarian, co-fundador da Market Rebellion e colaborador da CNBC, os traders estão “fugindo” de grandes oscilações da Tesla. E apostando em opções sem dinheiro (out-of-the-money, em inglês) quando as ações subjacentes sobem. E também mantendo a mesma opção quando há queda acentuada. Mesmo que as opções sem dinheiro não tenham valor intrínseco, ainda podem ser aplicadas visando o lucro.

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Najarian explica que uma opção de compra fica sem dinheiro quando a ação subjacente é menor do que o preço de exercício da compra. Assim, se o preço das ações quebrar acima ou for negociada na batida, a opção será considerada “no dinheiro”. O que a tornará rentável.

Negociações da Tesla

Porém, são trades que podem ser caros, especialmente em se tratando da Tesla. Isso porque, conforme Najarian, a volatilidade implícita de Tesla subiu para cerca de 70%, sendo que, em novembro, marcava 45%. Também houve aumento da volatilidade de 10 dias, que saiu de 60% para em torno de 130%. “Em termos leigos, se você quer apostar em um colapso ou em uma alta, custará de duas a três vezes mais do que há 30 dias.”

Já Mike Katz, sócio da Seven Points Capital, explicou à CNBC disse que estão negociando a Tesla no curto prazo. Ou seja, usando os máximos e mínimos do dia anterior como pontos de entrada e saída de seus trades.

Para ele, esta é uma tendência em alta desde o início da recuperação de ações da Tesla, no final de outubro. Período no qual os trades eram fechados na faixa de US$ 300 por ação. Desde então, as ações da Tesla aumentaram cerca de 144%, superando o Facebook, Amazon e Alphabet, do Google.

Por outro lado, a subida da Tesla também possibilita a atração de traders inexperientes. Somente em 3 de fevereiro, a Tesla foi comprada, pela primeira vez, por cerca de 12.000 contas de corretagem da Robinhood.