Terra Santa (TESA3): prejuízo diminui 40,3%, para R$ 43,401 mi no 4TRI

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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No quarto trimestre de 2020, a Terra Santa (TESA3) registrou um prejuízo de R$ 43,4 milhões contra um prejuízo de R$ 72,6 milhões um ano antes.

Segundo a companhia, o resultado do trimestre foi influenciado negativamente pela reciclagem do hedge accounting no período (R$ 38,2 milhões), aliado a um resultado financeiro negativo fortemente impactado pela variação cambial passiva do período.

No acumulado de 2020, a companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 56,84 milhões, diminuindo parcialmente o prejuízo de R$ 134,71 milhões em 2019.

O resultado financeiro para o quarto trimestre foi negativo em R$ 52 milhões, alta de 103,4% sobre a base anual.

No acumulado de 2020, a companhia registrou uma despesa financeira líquida de R$ 312,2 milhões contra a uma despesa financeira de R$ 120,84 milhões em 2019.

Os Custos de Produtos Vendidos tiveram alta de 49,4% no trimestre, com R$ 274,4 milhões ante R$ 183,7 milhões de um ano antes.

Em 2020, os Custos de Produtos Vendidos somaram R$ 946,2 milhões, alta de 24,5% sobre 2019.

Receita avança 45,8%

No último trimestre de 2020, a receita líquida da Terra Santa atingiu R$ 230,21 milhões, avanço de 45,8% sobre igual período de 2019.

“No 4T20, a Receita Líquida da Companhia foi impactada quase em sua totalidade pelas receitas advindas da safra 2019/20, que totalizou R$ 220,2 milhões, valor 77,7% superior à receita líquida da safra 2018/19”, destacou a companhia.

Já no acumulado de 2020, a receita líquida da companhia subiu 53,7%, aos R$ 1,23 bilhão.

No trimestre, a receita operacional foi de R$ 2,9 milhões ante uma despesa operacional de R$ 44,4 milhões no quarto trimestre de 2019.

Ebitda 

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi negativo em R$ 30,8 milhões no quarto trimestre, contra Ebitda positivo de R$ 58,6 milhões comparado ao mesmo trimestre de 2019.

No ano, o Ebitda da Terra Santa foi de R$ 304,1 milhões, frente a R$ 20,9 milhões positivos em 2019.

Caixa e endividamento da Terra Santa

O endividamento financeiro da Companhia apresentou um aumento de 31% em real, passando de R$ 829,7 milhões em 31 de dezembro de 2019 para R$ 1,1 bilhão em 31 de dezembro de 2020.

Segundo a Terra Santa, esse aumento foi reflexo da desvalorização cambial no trimestre, que impactou diretamente a dívida em dólar da Companhia, que representa 87% do total.