TEQI11: EQI Asset lança primeiro fundo de ações listado na bolsa

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

A EQI Asset lançou hoje (6) na B3 o primeiro fundo de ações a ser listado na bolsa brasileira: o TEQI11. A cerimônia, com direito a toque de sino aconteceu às 17h.

O TEQI11 é um ETF (Exchange Traded Fund) ativo voltado para investidores qualificados. Apesar de ser o primeiro no Brasil, este é um produto que tem crescido muito no exterior, explica Roberto Chagas, diretor de Investimento Renda Variável da gestora.

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“Estamos há tempos vendo fundos sendo listados em bolsa no exterior. O Ark Innovation foi um dos que nos inspirou muito. Mas, diferentemente de um ETF, que é passivo e segue acompanhando um índice, o TEQI11 não vai acompanhar índice, ele vai buscar superar o Nasdaq 100 de maneira ativa”, explica.

O Nasdaq 100 a que Chagas se refere é o índice da bolsa de tecnologia de Nova York, Nasdaq, que é composto pelas 100 maiores empresas listadas por lá.

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TEQ11: O que muda para o cotista?

Na prática, o que muda para o cotista do TEQI11 é que, ao invés de pedir o resgate e esperar, em média, 30 dias para receber o dinheiro, ele poderá vender sua cota no mercado e receber o valor em dois dias úteis, que é o tempo exigido pela bolsa.

Fundos listados: uma tendência que se inicia

Chagas espera que, a partir do sino na B3, tenha início uma nova tendência, de listagem de fundos.

“O TEQ11 é o primeiro, de uma família de fundos ativos e passivos que esperamos lançar. E não só a EQI Asset. A gente entende que o mercado vai começar a fazer isso, porque já está enxergando o que está acontecendo”, diz.

Estratégia do fundo TEQI11

“O fundo TEQI11 nasceu de uma dor nossa. Sabíamos que não era possível enxergar uma empresa de tecnologia com o mesmo olhar de uma empresa de petróleo, shopping ou banco. Porque não funciona. Queríamos aprender a enxergar a Amazon de 2015 em 2008 e não em 2015”, exemplifica.

Isto porque, quem comprou Amazon em 2006, pagou US$ 27 por ação. Em 2015, a mesma valia US$ 500. Hoje, mais de US$ 3 mil. “Nosso foco é encontrar outras empresas com muito potencial, como a Amazon de 2006”, explica.

Foco em crescimento exponencial

A metodologia do fundo, ele explica, é fundamentalista, mas com foco em crescimento exponencial e em saúde de crescimento.

“A gente achou uma fórmula comum em que a gente consegue capturar empresas em crescimento acelerado e que estão se tornando cada vez mais saudáveis”, diz. Dentre elas, ele destaca DocuSign, Nvidia, Netflix, Peleton e Intel.

Para tanto, ele conta, foi feito um complexo trabalho de pesquisa para desenvolver um modelo proprietário de avaliação de empresas de tecnologia.

“A gente começou a estudar para saber como identificar os sintomas que as empresas apresentavam para produzir as barreiras de entrada ao longo do seu crescimento. A gente foi estudando caso a caso”.

“Nós seguimos um modelo sistemático que avalia as empresas de tecnologia de maneira fundamentalista e implementamos a alocação do fundo trimestralmente, toda vez que as empresas que compõe o Nasdaq-100 terminam de reportar os seus resultados trimestrais”, complementa.

Segundo estudo realizado por Chagas, nos últimos 15 anos a estratégia superaria de forma significativa o Nasdaq 100. Os dividendos são todos reinvestidos e também é feito hedge do fundo, para proteção do risco cambial, mantendo o retorno em dólar.