Tendência para a taxa Selic é incerta

O rumo da taxa básica de juros (Selic) nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) não ficou clara no comunicado feito na quarta-feira (20). Já se esperava a permanência da taxa em 6,5% ao ano, mas daqui para frente, tudo é incerteza.

Patrícia Auth
Patrícia Auth é jornalista formada pela Univali de Itajaí/SC. Trabalhou em impressos, como o Jornal de Santa Catarina, e também, como repórter na Rede Record e RBS TV. É casada, mãe da Lívia e adoradora de boa música e gastronomia.Na equipe EuQueroInvestir, é responsável pela produção de vídeos, e também escreve e edita artigos para o site.Entre em contato com a Patrícia pelo e-mail: patricia.auth@euqueroinvestir.com

Por enquanto, a expectativa é de que a Selic fique assim até a próxima reunião do Copom, marcada para o dia 1º agosto. Porém, os cenários interno e externo – influencias para a definição da Selic – podem mudar bastante nesse meio tempo, alertam os especialistas.

“O Banco Central afirmou que depende de dados para compor a Selic. E isso se dá conforme a evolução do cenário econômico”, explica a economista Tatiana Pinheiro.

Conforme o último comunicado divulgado, o Copom espera os efeitos da greve dos caminhoneiros nos próximos dados de inflação e atividade econômica do país. Os analistas preveem uma alta ainda maior no índice de preços e resultados fracos nos indicadores de atividade.

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Mas há certo otimismo nisso tudo. Apesar dos reflexos da greve dos caminhoneiros, os economistas acreditam que a inflação permanecerá num patamar baixo nos próximos meses, o que abre espaço para que os juros não aumentem no curto prazo.

O Copom diz no comunicado que a expectativa de inflação para 2018, segundo a pesquisa Focus, encontra-se em 3,9%. Já para 2019, espera-se inflação de 4,1%. Ambas estão abaixo do centro da meta de inflação. Tal cenário, segundo o Copom, é a base de recuperação da economia brasileira, mesmo que em ritmo gradual.

Cenário externo

O Banco Central considera um desafio prever os próximos passos da taxa Selic também por causa do cenário externo, que tem grande influencia em nosso país.

Entre as preocupações estão a temida guerra comercial entre Estados Unidos e China, a expectativa de que os EUA subam suas taxas de juros mais rápido do que esperamos, e a disparada do dólar, que pode interferir sobre os preços dos produtos no Brasil por mais tempo.

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