Tendência de real mais fraco não acabou, aponta relatório do Citi

Felipe Santos Diogo
Economista - Especialista em investimentos (CEA®)
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Crédito: Reprodução / Canva - Real

Estrategistas do Citi apontaram em relatório que a provável queda das exportações brasileiras para a China e as dúvidas quanto a recuperação econômica argentina poderão manter a trajetória de desvalorização do real frente ao dólar.

De acordo com o documento, publicado pela Agência Reuters, os problemas internos nos dois grandes parceiros comerciais do Brasil trarão impacto significativo no balanço de transações correntes.

Segundo os analistas, este cenário favorece a saída de recursos do mercado de ações e dívidas do Brasil.

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Assinado por Kenneth Lam, Andrea kigel e Dirk Willer, o relatório, divulgado na sexta-feira (16), destaca que, após o real ter batido sucessivas mínimas históricas, apenas este ano já se desvalorizou 6,7% frente ao dólar.

De acordo com os analistas, o Brasil deve ser prejudicado, em especial, pelas exportações de minério de ferro para a China, como consequência da epidemia do coronavirus.

Assim, a expectativa é de que o País poderá ter um aumento no déficit das transações correntes, projeta o Citi, que poderá ter um saldo negativo, em 2020, de 3,2% – acima dos 2,7% de 2019.

Caro ou barato?

Entretanto, para o Citi, o real não está tão barato e não há potencial para maior apreciação da moeda.

Além disso, os especialistas destacam as atuações do Banco Central, com swap cambial, que devem ter efeito positivo.

Adicionalmente, reforçam que “é improvável que a tendência para o real mais fraco termine, dados os vários fatores negativos listados acima”, destacou, de acordo com a Reuters.

Por fim, o Citi afirma estar inclinado “a uma posição tática comprada em real.”