Tenda (TEND3), MRV (MRVE3) e RNI (RDNI3) divulgam prévias do 1TRI20

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
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Crédito: Divulgação/Agência Brasil

O setor de incorporação imobiliária começou a divulgar suas primeiras prévias de resultados do primeiro trimestre deste ano, ainda sem contabilizar completamente os efeitos da pandemia do novo coronavírus.

Entretanto, as construtoras sentiram reflexos, sobretudo, nos lançamentos.

Como parte das vendas são realizadas em estandes, estes acabaram sendo fechados, em razão da restrição de circulação nas cidades.

MRV

A MRV (MRVE3) reportou ter registrado o seu maior volume de vendas líquidas da história, que totalizou R$ 1,67 bilhão, com 10.493 unidades, alta de 27,9% na comparação anual e de 21,1% sobre trimestre anterior.

Adicionalmente, a MRV registrou o menos volume de distratos para um primeiro trimestre na história, com redução de 27,8% e 55,4%, nas comparações, respectivamente, anual e trimestral.

Em termos de lançamentos, a companhia apresentou uma queda de 1,0% na comparação anual e de 54,3% na trimestral.

“A companhia já possui um estoque adequado na maior parte das praças em que atua, motivo pelo qual optou por
postergar os lançamentos nestas localidades”, escreveu.

Além disso, acrescentou, em diversas cidades os plantões de vendas tiveram que ser fechados, em função das restrições de circulação.

Tenda

A Tenda (TEND3) reportou vendas líquidas de R$ 439,7 milhões no primeiro trimestre, uma alta de 8% na comparação anual.

Já a velocidade de vendas sobre a oferta (VSO) líquida foi de 25,5%, queda de 2 pontos porcentuais na comparação anual, devido ao aumento de distratos relacionados a vendas não repassadas desde o terceiro trimestre de 2019.

“No primeiro trimestre, os lançamentos foram diretamente impactados pelo Covid-19; os demais indicadores operacionais apresentados na prévia não sofreram variações materiais por conta da pandemia até o fim do trimestre”, destacou.

RNI

Por fim, a RNI (RDNI3) registrou vendas líquidas de R$ 75,5 milhões no primeiro trimestre, montante 37% acima do reportado no quarto trimestre do ano passado.

“O MCMV – produto core da Companhia – vem reportando crescimento consistente de vendas líquidas a cada período, sendo que apenas no primeiro trimestre já havia vendido o equivalente a 46% de todo o ano de 2019 neste segmento”, escreveu.

Apesar do crescimento de vendas, a empresa informou que o número foi impactado pela pandemia, que afeta não só pela postergação nos lançamentos, que ocorreriam em março, como também pelo fechamento dos estantes de venda e visitação de decorados.

“A RNI já vinha investindo em seus canais de venda digital e hoje consegue realizar a venda 100% em ambiente virtual, o que tem se mostrado imprescindível no atual cenário econômico.”