Balanços do 3T21: varejo e commodities prometem bons resultados

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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A temporada de balanços do terceiro trimestre de 2021 começou na sexta-feira (22), com a Hypera (HYPE3) reportando seus números após o fechamento do mercado.

Na próxima semana, porém, é que a divulgação de balanços se intensificará. Grandes nomes como WEG (WEGE3), Petrobras (PETR4) e Ambev (ABEV3) têm suas publicações agendadas.

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O provável é que os números continuem apresentando grandes diferenças na comparação ano a ano. Nesse sentido, a aceleração da vacinação no Brasil deve significar ventos favoráveis.

Para as empresas mais expostas à reabertura da economia, como o varejo, os resultados do terceiro trimestre prometem uma virada.

De acordo com o relatório divulgado pelo BTG Pactual (BPAC11), nos últimos meses o consumo global (especialmente para itens discricionários) foi impulsionado pela demanda reprimida e pelo aumento da poupança, o que se estendeu para o consumo de serviços.

Além disso, também devem ser favorecidas as companhias do segmento de commodities, já que as cotações desses produtos apresentaram grande elevação no último trimestre.

Em contrapartida, o BTG acredita que o segmento de saúde deve apresentar um mix de resultados fracos, ruim para as operadoras, mas positivo para os provedores.

Empresas de commodities devem ser destaque da temporada

Em relatório, o BTG prevê que as empresas de petróleo e gás sob sua cobertura (Petrobras, Vibra Energia, Ultrapar, Braskem, PetroRio e 3R Petroleum) devem alcançar receita líquida conjunta de R$ 205 bilhões e lucro líquido de R$ 18,1 bilhões no 3ºTRI21.

Dessa forma, para a Petrobras, o BTG estima uma receita de R$ 113,2 bilhões e um lucro líquido de R$ 13,3 bilhões.

As projeções do banco para a estatal estão menores que o consenso de mercado, que espera R$ 119,1 bilhões em receitas e R$ 18,2 bilhões em lucro líquido.

No segmento de mineração e siderurgia, o BTG projeta que a receita líquida das empresas sob sua cobertura (Vale, Usiminas, Gerdau, CSN, CSN Mineração e CBA) deve somar R$ 61,4 bilhões. Já o lucro líquido no trimestre será de R$ 13,5 bilhões.

Sobre a Vale, o BTG estima R$ 13,3 bilhões em receitas líquidas e R$ 4,7 bilhões em lucro líquido.

Os números também são menores que o consenso do mercado, que estima R$ 16,1 bilhões em receitas e R$ 6,8 bilhões em lucro.

Varejo deve marcar a continuidade do ponto de inflexão

O BTG informou que varejo segue sob pressão devido à volatilidade macro, com o setor caindo 20% no acumulado do ano e 29% nos últimos três meses.

Mas, assim como no 2T21, o terceiro trimestre deve marcar a continuidade do ponto de inflexão para os fundamentos da maioria das empresas, dado sobretudo pelo aumento do consumo global impulsionado pela demanda reprimida.

Em contrapartida, existe a preocupação com a temporada de compras de férias, onde a logística de distribuição terá que buscar uma solução para o salto na demanda que pode prejudicar ainda mais a cadeia de abastecimento, impedindo uma recuperação rápida pelos varejistas.

No campo virtual, o varejo sofre com o impacto na desaceleração no e-commerce brasileiro, em especial, com os produtos de eletrônicos. Com o aumento dos preços, houve uma retenção no volume de clientes, por exemplo, as vendas de TV tiveram queda de 35% em agosto e o preço subiu em 30% nos últimos 12 meses.

Ainda existe a preocupação com a distribuição de produtos para o final do ano, o que poderia ser um obstáculo para a Black Friday e Natal.  Empresas como Magazine Luiza e Americanas teriam vantagens competitivas devido ao poder de barganha no setor.

Segundo o BTG, o GMV online das Americanas aumentou em 33% ao ano (vs.73% a/a no 1T21 e 37% a/a no 2T21), enquanto o MGLU deve reportar uma expansão de 22% a/a (vs. 114% a/a no 1T e 46% a/a no 2T).

Outro obstáculo seriam os players e sites internacionais como Shopee e AliExpress, que oferecem produtos a preços acessíveis, porém com o pior índice de serviço e variedade.

Saúde deve apresentar uma mix de resultados fracos

O BTG acredita que o 3TRI21 deve apresentar um mix de resultados fracos, já que foi novamente difícil para as operadoras devido à alta demanda pelos tratamentos de Covid-19. Ao mesmo tempo, os provedores devem continuar a postar números consistentes devido às frequências.

Os números do terceiro trimestre irão apresentar ainda a consolidação das principais fusões e aquisições: Premium da HAPV, Serpram da GNDI, Leforte pela Dasa, Vita pelo Fleury e mais quatro hospitais de médio porte pela Rede D’Or.

Calendário de divulgação dos resultados do 3TRI21

EmpresaData divulgação
Hypera (HYPE3)22/10/2021
Ecorodovias (ECOR3)25/10/2021
EDP Brasil (ENBR3)25/10/2021
Neoenergia (NEOE3)25/10/2021
Smiles (SMLS3)25/10/2021
TIM (TIMS3)25/10/2021
Cesp (CESP3/CESP5/CESP6)26/10/2021
Romi (ROMI3)26/10/2021
Localiza (RENT3)26/10/2021
Banco Inter (BIDI11/BIDI4/BIDI3)26/10/2021
Klabin (KLBN11/KLBN3/KLBN4)26/10/2021
Duratex (DTEX3)27/10/2021
Intelbras (INTB3)27/10/2021
Log (LOGG3)27/10/2021
Movida (MOVI3)27/10/2021
Odontoprev (ODPV3)27/10/2021
Gerdau (GGBR3/GGBR4)27/10/2021
Gerdau Metalúrgica (GOAU3/GOAU4)27/10/2021
Multiplan (MULT3)27/10/2021
Santander Brasil (SANB11/SANB3/SANB4)27/10/2021
Kepler Weber (KEPL11/KEPL3)27/10/2021
Weg (WEGE3)27/10/2021
Alpargatas (ALPA3/ALPA4)28/10/2021
Arezzo (ARZZ3)28/10/2021
Cia Hering (HGTX3)28/10/2021
Fleury (FLRY3)28/10/2021
Grendene (GRND3)28/10/2021
Paranapanema (PMAM3)28/10/2021
Suzano (SUZB3)28/10/2021
Gol (GOLL11/GOLL4)28/10/2021
Petrobrás (PETR3/PETR4)28/10/2021
Suzano Holding (NEMO3/NEMO5/NEMO6)28/10/2021
CTEEP (TRPL3/TRPL4)28/10/2021
AMBEV (ABEV3)28/10/2021
Geração Paranapanema (GEPA3/GEPA4)28/10/2021
Vale (VALE3)28/10/2021
Vamos (VAMO3)28/10/2021
Irani (RANI3/RANI4)29/10/2021
Usiminas (USIM3/USIM5/USIM6)29/10/2021