Telefônia (VIVT3) e TIM (TIMS3) tem recomendação de compra por Ativa

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Telefonica

Em relatório, divulgado nesta terça-feira (8), a Ativa Investimentos recomendou a compra de Telefônia (VIVT3) e TIM (TIMS3).

Isso porque, segundo a corretora, o setor de telecomunicações é resiliente, com capacidade de gerar caixa em cenários adversos.

Dessa forma, fixou recomendação de compra para Telefônica com preço-alvo de R$ 57,00. Enquanto, traçou preço-alvo de R$ 17,60 para TIM.

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Telefônica (VIVT3)

De acordo com a Ativa Investimentos, a compra da operação móvel da Oi, que trará mudanças importantes na dinâmica competitiva do setor, e a chegada do 5G poderão oferecer à Telefônica uma oportunidade valiosa da empresa ganhar share em segmentos de maior ARPU.

Além disso, a corretora enxerga um valuation atrativo combinado com um excelente dividend yield, que justificam a recomendação de compra.

Conforme a Ativa, a Telefônica é excelente geradora de caixa, o que lhe permite realizar os investimentos necessários em fibra ótica e 4 /4.5G, que possuem maior ARPU e serão as principais geradores de receita da firma no futuro.

Com seu forte market-share, a Telefônica pode praticar preços maiores que seus concorrentes sem, entretanto, prejudicar seu churn.

A Ativa também destaca que a aprovação de Lei das Teles permitirá que a Telefônica torne seu CAPEX mais eficiente.

Por fim, a corretora ressalta que o leilão do 5G poderá destravar valor para as operadoras.

TIM (TIMS3)

A TIM (TIMS3) é uma das líderes em cobertura 4G no País e referência como player de ultra banda larga móvel e fixa. A empresa é também a única do setor de telecomunicações no Novo Mercado da B3, além de fazer parte também do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE).

Assim como para a Telefônica, a compra da operação móvel da Oi pode resultar em ganhos de market share para TIM. Conforme a Ativa, a TIM pelo seu menor share neste segmento, deve ser a maior beneficiária.

A aprovação da Lei das Teles dará flexibilidade às operadoras para investir em negócios mais rentáveis, como em cobertura 4G plus e banda larga de alta capacidade, e são exatamente nesses segmentos que a TIM concentra seu core business.

A digitalização dos processos da TIM, com a redução de call centers e demais reduções de custos, vem gerando constantes ganhos de eficiência à firma, permitindo expansão de margens.

Conforme a Ativa, a TIM é desalavancada, com boa geração de caixa e constância no pagamento de proventos.

O leilão do 5G também deve destravar o valor da TIM, segundo a Ativa.

Riscos

A Ativa destaca que o setor de telecomunicações é altamente regulado, de modo que mudanças legislativas ou decisões da Anatel podem alterar por completo a forma como as empresas operam.

O fornecimento de fibra ótica é um negócio altamente intensivo em capital, trazendo um risco de retorno sobre o investimento de longo prazo para a operação da TIM e da Telefônica.

Em relação ao contexto macroeconômico, a depreciação do real perante ao dólar pode resultar no encarecimento nos custos.

A redução da renda e medidas de isolamento social, tem impacto direto na operação pré-paga, principalmente pelo fechamento dos pontos de recarga, e na venda de aparelhos telefônicos. O que pode atrapalhar os covenants estabelecidos pela empresa.

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