Telefônica Vivo (VIVT3) tem queda de 18,3% no lucro do 1TRI21

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Vivo/Divulgação

A Telefônica Vivo (VIVT3) registrou queda de 18,3% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2021 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O indicador caiu de R$ 1,153 bilhão para R$ 942 milhões no 1TRI21.

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O resultado, segundo empresa, é reflexo do aumento da depreciação e da despesa financeira, parcialmente compensadas por menores impostos no período.

No 1TRI21, o resultado financeiro registrou uma despesa financeira de R$ 315 milhões, um aumento de 61,7% a/a, principalmente pelo maior endividamento relacionado a contratos reconhecidos como leasing em função do IFRS16.

Veja aqui o balanço do 1TRI21.

Telefônica Vivo (VIVT3): principais números do balanço do 1TRI21

Lucro líquido

  • Lucro 1TRI21: R$ 942 milhões
  • Lucro 1TRI20: R$ 1,153 bilhão

Ebitda recorrente

  • Ebitda 1TRI21: R$ 4,45 bilhões
  • Ebitda 1TRI20: R$ 4,43 bilhões

Receita operacional líquida

  • Receita 1TRI21: R$ 10,84 bilhões
  • Receita 1TRI20: R$ 10,82 bilhões

Ebitda tem alta de 0,5% no 1TRI21

O Ebitda recorrente da Telefônica Vivo (VIVT3) ficou praticamente estável, com aumento de 0,5%.

O indicador passou de R$ 4,43 bilhões nos três primeiros meses de 2020 para R$ 4,45 bilhões de janeiro a março de 2021.

Já a margem Ebitda recorrente cresce 0,1 p.p. Passou de 40,9% para 41,1%.

O desempenho, segundo a empresa, reflete a expansão das receitas core combinada à menor representatividade das receitas não-core e ao rígido controle de custos da companhia.

Receita fica estável no trimestre

A receita operacional líquida da Telefônica Vivo (VIVT3) também ficou estável no período, com alta de 0,2% no 1TRI21.

O indicador subiu de R$ 10,82 bilhões para R$ 10,84 bilhões no balanço do 1TRI21.

A receita de FTTH ultrapassa R$ 1 bilhão (+61,2% a/a), capturando os investimentos em fibra. A receita de IPTV alcançou R$ 325 milhões (+25,9% a/a).

Outros destaques da Telefônica Vivo (VIVT3)

A base total de clientes da Telefônica Vivo (VIVT3) cresceu 2,9% a/a no 1TRI21 e atingiu 96 milhões de acessos.

Já os acessos FTTH somaram 3.746 mil (+41,2% a/a), com captação recorde de 368 mil adições líquidas no 1TRI21.

A cobertura FTTH da Vivo está disponível em 276 cidades (+10 cidades no 1TRI21) e 16,3 milhões de HP (+4,6% a/a).

Os investimentos da Telefônica Vivo (VIVT3) de R$ 1,943 bilhão no 1TRI21 foram destinados à ampliação de infraestrutura e conexão de clientes nos negócios core.

Já o fluxo de caixa livre atingiu R$ 2,2 bilhões (+3,7% a/ano 1TRI21). Ou seja, alta de 3,7% quando comparado ao 1T20 (+R$79milhões), principalmente em função da  melhora  nos indicadores  financeiros  e  gestão  do capital  circulante,  além  do  menor  pagamento  de  leasing  no período

O total de acessos móveis atingiu 79.682 mil ao final do 1T21, representando um aumento de 6,6% no comparativo anual, com market share de 33,1% em março de 2021, mantendo a liderança no negócio móvel.

A Telefônica Vivo (VIVT3) encerrou o 1TRI21 com 46.013 mil acessos pós-pago, um crescimento de 5,2% a/a, representando 57,7% da base total de acessos móveis.

No pré-pago, a base de clientes atingiu 33.669 mil acessos ao final de março de 2021, um crescimento de 8,5% a/a, com market share de 28,9% em março de 2021 (+1,8p.p.a/a).

Telefônica Vivo (VIVT3)

Fibra da Vivo ultrapassa R$ 1 bilhão em receita

No primeiro trimestre do ano, a empresa cresceu em fibra e atingiu recorde, com a adição de 368 mil clientes e mais de R$ 1 bilhão em receita na tecnologia FTTH – que leva fibra para dentro da casa do cliente, com 61% de alta na comparação anual.

O negócio core, como fibra e serviços móveis e digitais – que já representam 88% de toda a receita -, registrou ganhos de R$ 9,5 bilhões, com crescimento de 4,7% quando comparado com o mesmo trimestre do ano anterior.

No período, a Vivo afirma ter investido mais R$ 1,9 bilhão, aporte 18% maior quando comparado a igual período do ano passado.

O foco, segundo a empresa, foi direcionado na ampliação da cobertura móvel e na expansão da rede de fibra, atualmente em 276 municípios com 16,3 milhões de domicílios cobertos.

Com a criação da FiBrasil, joint venture entre Vivo, Telefónica Infra e grupo canadense CDPQ, a companhia diz que chegará a 24 milhões de lares e empresas até o final de 2024, além da expansão da Terra Fibra – projeto de franquia de banda larga da companhia.

“Nossa estratégia está centrada na digitalização das cidades brasileiras, essencial para popularizar o acesso a uma internet de qualidade e fomentar a economia local, com geração de empregos e novas oportunidades de negócios a partir de uma conexão segura, veloz e estável. Neste momento que estamos vivendo, vamos continuar avançando com ainda mais fibra por todo o País e soluções digitais que apoiem o dia a dia dos nossos clientes e empresas”, explica o presidente da Vivo, Christian Gebara.

Segundo a empresa, o crescimento da receita de FTTH foi fundamental para a alta das receitas de todas as tecnologias em fibra (FTTx), que no trimestre evoluíram 20,3%.

“Nossa receita voltou a crescer no trimestre, impulsionada pela excelente performance dos negócios core, que vêm registrando aceleração no crescimento. Além disso, mantivemos foco constante no controle de custos e eficiência dos investimentos apoiado pelas iniciativas de digitalização e automação de processos”, explica o CFO da Vivo, David Melcon.

 

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