Telefônica sai da disputa no Cade sobre a compra da Nextel pela Claro

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Christian Gebara, presidente da Telefônica Brasil, indicou a saída definitiva da disputa no processo de compra da Nextel pela Claro. Tanto a Telefônica quanto a TIM se manifestaram no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a aprovação da transação, entendendo que a junção das empresas pode provocar a concentração de mercado por parte da Claro.

A empresa de telefonia irá ficar com todos os espectros de radiofrequência da Nextel, aumentando o alcance da Claro e gerando receio por parte de outras empresas. O Cade deu aval à junção em setembro. A TIM entrou com recurso para barrar a transação, mas a Telefônica não.

No último dia 4, o presidente da Telefônica apontou que com o leilão de 5G, a oferta de mais espectros de radiofrequência pode reequilibrar a competição no mercado, Gebara indica que há um “cenário de leilão muito próximo, onde qualquer diferença pode ser corrigida”.

Plano

Apesar da concentração do mercado, o presidente da Telefônica vê a transação de forma positiva, já que o Brasil “é um país que precisa de investimentos, e a consolidação do mercado permite isso. A consolidação da Nextel é positiva para o setor, pois dá mais força para investimentos.”

O plano da companhia prevê até 2020 um volume de R$26,5 bilhões e, mesmo com o próximo leilão, a estratégia de investimentos segue a mesma. A Telefônica não contabiliza possíveis aportes na venda do 5G, porque as regras ainda não foram definidas.

 

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