Telefonica Vivo (VIVT4) e Claro iniciam testes de tecnologia 5G neste mês

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Governo federal/Divulgação

A Telefonica Vivo (VIVT4) e Claro começaram neste mês de julho os experimentos da tecnologia de quinta geração (5G) para os aparelhos móveis.

Inicialmente, o 5G compartilhará as faixas de transmissão já existentes do 3G e do 4G, com o uso da tecnologia chamada DSS (compartilhamento dinâmico de espectro, na sigla em inglês). As informações são da Agência Brasil.

Isso porque o leilão do espaço do espectro, destinado exclusivamente ao 5G (a faixa de 3,5GHz), apenas ocorrerá no início de 2021. Com a tecnologia DSS é possível compartilhar, com o 5G, a faixa do 3G e 4G não utilizada.

Mas, como esse espectro não possui uma banda exclusiva e dedicada, a experiência do 5G ainda não será observada em sua totalidade.

O que você verá neste artigo:

5G

A tecnologia de quinta geração (5G), em sua capacidade máxima, oferecerá altíssimas velocidades de internet, maior confiabilidade e disponibilidade, além da capacidade para conectar massivamente um número significativo de aparelhos ao mesmo tempo.

No entanto, para usufruir da tecnologia, o usuário precisará de um celular que seja compatível com a tecnologia 5G.

Atualmente, no mercado brasileiro, há apenas um modelo disponível com a tecnologia, o Motorola Edge, com valor acima de R$ 4,9 mil na loja oficial da fabricante.

Locais com cobertura 5G

A Telefonica Vivo está ativando, no mês de julho, o funcionamento do 5G DSS em oito cidades brasileiras:

São Paulo (regiões da Avenida Paulista, Vila Olímpia e Berrini);

  • Brasília (regiões do Eixo Monumental, Esplanada dos Ministérios e shoppings);
  • Belo Horizonte (regiões da Savassi e Afonso Pena);
  • Salvador (regiões da Pituba e Itaigara);
  • Rio de Janeiro (Copacabana, Ipanema e Leblon);
  • Goiânia (região central da cidade);
  • Curitiba (regiões do Centro Cívico/Alto da Glória e Batel/Água Verde);
  • Porto Alegre (regiões do Moinhos de Vento, Avenida Carlos Gomes e Shopping Iguatemi).

Mas a operadora Claro disponibilizará o 5G DSS inicialmente em São Paulo, desde a última semana, na região da Avenida Paulista e Jardins. Em seguida, vai gradativamente estender-se pelos bairros Campo Belo, Vila Madalena, Pinheiros, Itaim, Moema, Brooklin, Vila Olímpia, Cerqueira César, Paraíso, Ibirapuera, além da região da Avenida Berrini e também de Santo Amaro.

Conforme a Claro, a tecnologia será instalada também na Central Única das Favelas (CUFA) e no Instituto Pró-Saber SP, ambos na comunidade de Paraisópolis, onde a operadora desenvolve trabalhos sociais.

No Rio de Janeiro, os primeiros pontos de cobertura estarão em Ipanema, Leblon e na Lagoa. Devem se expandir por toda a orla, do Leme até a Barra da Tijuca, passando pelo Jardim Oceânico, Joá, São Conrado e Copacabana.

A cobertura do 5G DSS da operadora TIM (TIMP3) terá início em setembro, em três cidades: Bento Gonçalves (RS), Itajubá (MG), e Três Lagoas (MS).

Enquanto isso, a Oi está avaliando iniciar a operação comercial da tecnologia 5G no país antes da realização do leilão de frequências. A operadora disse que já instalou experimentalmente a tecnologia 5G no país, de forma pontual, no ano passado, no município de Búzios (RJ) e em grandes eventos, como na Conferência Rio2C, GameXP, Rock in Rio e Comic Con Experience (CCXP).

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Leilão

A Anatel aprovou a proposta de edital do leilão do 5G em fevereiro de 2020. O certame estava previsto para acontecer neste ano, mas, em função da pandemia, o cronograma sofreu atrasos e deve acontecer somente no ano que vem.

5G nos EUA

Conforme reportagem do G1, a implantação do 5G acabou se transformando em mais um capítulo da guerra comercial entre a China e os EUA.

Isso porque em maio, o presidente dos EUA, Donald Trump, prorrogou até 2021 uma ordem que impede empresas americanas de negociar com companhias que possam gerar “risco à segurança nacional”. A medida afetou, principalmente, a chinesa Huawei, que fornece tecnologia de 5G.

Nessa mesma linha, o Reino Unido também excluiu a empresa chinesa de sua rede 5G, neste mês.