Tegma (TGMA3) lucra 28% a menos no balanço do primeiro trimestre

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Divulgação

A Tegma (TGMA3), companhia do segmento de logística, registrou no primeiro trimestre de 2020 um lucro líquido de R$ 19,3 milhões.

Os números representam um recuo de 28% frente a igual período de 2019, quando atingiu R$ 26,6 milhões.

Segundo a companhia, a queda nos lucros se deu “em função da redução de receita da divisão de logística de veículos que ocorreu na segunda quinzena de março e a não redução na mesma proporção dos custos fixos e com pessoal, por despesas não recorrentes com auditoria e honorários advocatícios, além de provisão para demandas judiciais.”

Ainda no primeiro trimestre de 2020, o Ebitda (lucro antes juros, impostos, amortização e depreciação) foi de R$ 26 milhões, queda de 38,9% sobre o mesmo período de 2019.

Já a receita líquida nos primeiros três meses de 2020 também apresentou recuo de 5,7%, passando de R$ 296,7 milhões no primeiro trimestre de 2019 para R$ 279,7 milhões na comparação com igual período de 2020.

A queda na receita refletiu os impactos da quarentena sobre a queda da quantidade de veículos transportados na divisão automotiva, disse a companhia no balanço divulgado nesta terça-feira (12).

O resultado financeiro entre janeiro e março de 2020 foi negativo em R$ 2 milhões versus R$ 1,9 milhões do primeiro trimestre de 2019.

 

Posição de caixa e liquidez

A companhia informou ainda que possui baixíssima alavancagem há alguns anos, em função da geração de caixa da empresa.

O endividamento líquido em março de 2020 foi de R$ 7,6 milhões, correspondendo a 0x o Ebitda dos últimos 12 meses.

A Tegma informou ainda que “está realizando testes de stress sob nossa liquidez para avaliar a necessidade da rolagem das mesmas”.

Impactos Covid-19

Mediante a incerteza global frente a expansão da pandemia, a companhia revelou que adotou uma postura mais realista em relação ao curto prazo.

Além disso, a companhia acredita que “mudança de comportamentos advindos dessa pandemia vai trazer um novo normal e acreditamos que a logística terá um papel fundamental nessa nova realidade”.

No intuito de promover um fortalecimento ainda maior de sua posição financeira, a companhia anunciou a contratação de novos empréstimos no valor total de R$ 90 milhões, para reforço de caixa.