Tecnisa (TCSA3) discute proposta de fusão da Gafisa (GFSA3) em nova assembleia

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Tecnisa (TCS3) recebe proposta inesperada de Gafisa (GFSA3)

A Tecnisa convocou para o dia 24 setembro uma nova assembleia extraordinária para examinar a proposta de fusão com a Gafisa.

Entre os pontos a serem analisados estão a alteração das regras sobre venda de controle acionário da Tecnisa, cancelamento de registro de companhia aberta e saída do segmento do Novo Mercado da B3 e outras regras relacionadas a hipóteses de realização de ofertas públicas de aquisição de ações.

Também estão na pauta a proposta de aumento do capital  social  de R$ 500 milhões e de limite de capital para 200 milhões de ações ordinárias, além da criação de Comitê de Boas Práticas Corporativas estatutário.

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Na quinta-feira (10), uma primeira assembleia com 45% dos acionistas presentes já tinha rejeitado a continuidade dos estudos para a combinação de negócios entre as duas empresas, com uma rejeição de 97,5% dos votos.

No dia 19 de agosto, a Tecnisa sofreu uma proposta hostil de fusão, por meio do fundo Bergamo, controlado integralmente pela Gafisa.

Como acionista da Tecnisa, com 3,1% de participação – elevada depois para 5,23% -, o Bergamo solicitou na ocasião a convocação de assembleia, para consultar acionistas sobre a substituição dos dispositivos estatutários (poison pill) que coíbem a aquisição de participação relevante na empresa.

O estatuto da Tecnisa prevê que o investidor que alcançar participação de 20% ou mais do capital precisará, em até 60 dias, fazer ou solicitar o registro de oferta pública de aquisição (OPA) a todos os acionistas. A Gafisa quer elevar esse valor para 30%, além de fazer um aumento de capital de até R$ 500 milhões.

A Tecnisa, fundada por Meyer Nigri e controlada pela família, que tem cerca de 26% do capital, resiste à investida.