Tecnisa (TCSA3) tem prejuízo de R$ 35,3 milhões no 3TRI20

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
1

Foto: tecnisa

A incorporadora Tecnisa (TCSA3) registrou um prejuízo líquido de R$ 35,3 milhões no terceiro trimestre de 2020. O resultado é melhor do que o mesmo período do que o ano passado, quando a empresa registrou prejuízo de R$ 52 milhões.

A margem líquida também teve melhora, saindo de -69,8% no 3TRI19 para -59,9% no mesmo período de 2020.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a Tecnisa soma prejuízo líquido de R$ 134,1 milhões. O valor é menor que o prejuízo acumulado no mesmo período de 2019, que foi de R$ 198,2 milhões.

Perdeu a Money Week?
Todos os painéis estão disponíveis gratuitamente!

O desempenho, segundo a empresa, ainda está impactado pelo baixo volume de lançamentos, que prejudica a diluição de custos fixos, bem como por gastos não recorrentes para responder à proposta não-solicitada de integração dos negócios pedido pelo acionista Bergamo Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado, cujas cotas são integralmente de titularidade da Gafisa S.A.

Assim, impactada pela Covid-19, a empresa optou por não realizar lançamentos no terceiro trimestre.

Receitas da Tecnisa caem 21%

As receitas operacionais líquidas da Tecnisa somaram R$ 59,0 milhões no 3TRI20. Houve queda de 20,8% no indicador, se comparado com os R$ 74,6 milhões de receitas do mesmo período de 2019.

Os números são resultado, principalmente, da variação de volume de vendas contratadas nos respectivos períodos de unidades de empreendimentos consolidados integralmente, diz a Tecnisa.

No acumulado do ano, a Tecnisa teve R$ 136,9 milhões de receita operacional líquida. Assim, houve uma queda de 41,6% em relação aos nove meses de 2019.

As vendas brutas, parcela Tecnisa, somaram R$ 98 milhões no trimestre, crescimento de 90% em relação ao 2T20.

Segundo a empresa, a ampliação das vendas foi beneficiada pela queda das taxas de financiamento imobiliário, bem como pela reabertura dos estandes de vendas e pela amenização das restrições de circulação relacionadas à pandemia.

Em comparação ao 3T19, as vendas brutas registraram queda de20%, reflexo do menor volume de estoque disponível para venda.

As vendas líquidas, parte Tecnisa, e líquidas de distratos, totalizaram R$ 88 milhões no trimestre, crescimento de 83% em relação ao 2T20, representando uma VSO líquida de 31% no 3T20.

Ebitda tem melhora, mas ainda é negativo

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da Tecnisa foi negativo, em R$ 11,0 milhões no terceiro trimestre de 2020. No mesmo período do ano passado, o Ebitda ajustado foi negativo em R$ 29,6 milhões.

No acumulado do ano o Ebitda ajustado também é negativo, de R$ 77,6 milhões. O resultado é melhor do que os R$ 127,7 milhões negativos dos nove primeiros meses de 2019.

Já a margem Ebitda ajustada foi de -18,8% no 3TRI20. No mesmo período de 2019, o indicador havia sido de -39,7%.

Despesas aumentam 12%

As despesas gerais e administrativas da Tecnisa fecharam o 3T20 em R$ 17 milhões. Assim, houve crescimento de 12% em relação a 3T19 e crescimento de 10% em relação ao 2T20.

Os números foram impactados pelo aumento extraordinário das despesas administrativas em empreendimentos concluídos (majoritariamente custos de processos e ações judiciais) e pelo aumento dos honorários da administração, diz a empresa.

No acumulado do ano, as despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 49 milhões. Ou seja, crescimento de 4% em relação a 2019.

Guidance 2021 da Tecnisa

Por fim, para 2020/2021, a Tecnisa informou que deverá lançar de R$ 1,2 bilhão a R$ 1,5 bilhão em VGV.

“Essa projeção reflete a percepção da administração da companhia sobre seus negócios, sendo que as premissas consideradas para sua determinação estão sujeitas a fatores que escapam ao controle da administração, tais como alterações políticas, macroeconômicas e regulatórias, que podem afetar as condições do mercado. Em caso de alteração relevante nestes fatores, a presente projeção pode vir a ser revisada (positiva ou negativamente)”, diz a Tecnisa.

Resultados Tecnisa