Tecnisa (TCSA3) tem prejuízo de R$ 58,4 mi no balanço do primeiro trimestre

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Divulgação

A Tecnisa (TCSA3) reportou prejuízo de R$ 58,42 milhões no primeiro trimestre de 2020, com queda de 2.684% na comparação anual.

No quarto trimestre de 2019, a empresa havia registrado prejuízo de R$ 59,62 milhões.

No balanço divulgado nesta quinta-feira (14), a companhia atribuiu o desempenho ruim principalmente ao baixo volume de lançamentos, que acabou por prejudicar a diluição dos custos fixos.

O Ebitda (lucro antes juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado para o primeiro trimestre de 2020 também recuou em 296% frente ao mesmo período de 2019, totalizando R$ 41,83 milhões negativos.

Já a margem Ebitda foi negativa em 113,9 pontos percentuais, registrando 95% negativo no primeiro trimestre de 2020.

A receita operacional líquida da companhia ficou em R$ 44 milhões no primeiro trimestre, uma queda de 61% sobre o valor visto um ano antes, quando atingiu R$ 112,42 milhões em receitas.

Segundo a companhia, a queda se deu em função “do menor volume de vendas contratadas no período de unidades de empreendimentos consolidados integralmente.”

Ainda no primeiro trimestre deste ano, a Tecnisa apresentou um resultado financeiro líquido de -R$ 6 milhões, melhora de 50% em relação aos -R$ 11 milhões registrados no primeiro trimestre de 2019 e melhora de 24% em relação aos -R$ 8 milhões do trimestre anterior.

A melhora do resultado financeiro líquido está associada ao processo de desalavancagem da companhia, bem como ao crescimento da oferta de financiamento direto aos clientes, disse a Tecnisa.

Posição de caixa e Endividamento

Em 31 de março de 2020, a posição consolidada de caixa (Disponibilidades e Aplicações Financeiras) era de R$ 261 milhões. Segundo a Tecnisa isso a deixa “em uma posição privilegiada para enfrentar os eventuais desafios que a pandemia da Covid-19 possa trazer.”

Sobre o endividamento total, no fechamento do primeiro trimestre deste ano registrou R$ 304,57 milhões contra R$ 552,75 milhões um ano antes.

Já em 31 de dezembro de 2019 o endividamento era de R$ 348,31 milhões.

Impactos Covid-19

A companhia informou também que até o encerramento do primeiro trimestre não houve redução de preço da tabela de vendas dos imóveis. No mesmo sentido não houve aplicação de descontos relevantes nas vendas aos clientes, nem significativo aumento no número de distratos ou atrasos de pagamento.

As obras em andamento também não foram paralisadas.

Entretanto, a Tecnisa ressaltou que segue monitorando os impactos da pandemia na economia para definir a “respeito da efetivação dos lançamentos, os quais só ocorrerão se houver demanda”.