TB Office e a polêmica da venda do fundo imobiliário

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

Quem acompanha o noticiário percebeu que, nos últimos dias, uma história de conflito de interesses ganhou destaque: a disputa pelo fundo imobiliário TB Office. Vamos te explicar os personagens envolvidos e resumir toda a polêmica. Acompanhe:

O que é o TB Office?

O TB Office é um fundo de investimento imobiliário que está sendo alvo de uma tentativa de aquisição de seu único imóvel pela Hedge Investments, que é sua gestora.

O imóvel em questão é o prédio comercial Tower Bridge Corporate, localizado na região da Berrini, zona sul de São Paulo.

Quem quer comprar o fundo?

A Hedge Investments ofereceu pagar R$ 909 milhões pelo empreendimento.

Acontece que a Hedge é cotista do fundo.

O negócio seria realizado por meio de outro fundo imobiliário, o Hedge AAA, que ainda está em fase pré-operacional.

Conflito de interesses

O argumento de parte dos cotistas que questiona a transação é que haveria um conflito de interesses, já que a Hedge seria, ao mesmo tempo, vendedora e compradora do fundo em questão.

E eles levaram a questão à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Valor de venda do TB Office é questionado

Além da questão de conflito de interesses, os cotistas também questionam o valor de venda.

A Tower Bridge Corporate foi avaliada em R$ 995,2 milhões no último laudo elaborado pela consultoria CBRE. Na Bolsa, o valor de mercado do TB Office era de R$ 906,5 milhões no final de outubro.

O que acontece se a proposta for aprovada?

Se a proposta for aprovada, o TB Office será liquidado.

Novos personagens no caso

O caso TB Office ganhou visibilidade e, agora, novos personagens se apresentam ao enredo.

O fundo BlueMacaw também fez proposta de compra, de R$ 924,6 milhões pelo ativo. E o JSRE11, do Safra, chegou a R$ 1,055 bilhão.

Os cotistas devem se reunir em assembleia para avaliar todas as propostas já apresentadas e que possam surgir.

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