Fundos de Investimentos

Taxa de Administração em Fundos de Investimentos

Taxa de Administração em Fundos de Investimentos
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“Entenda tudo sobre Taxa de Administração e Performance em Fundos de Investimentos.”

Tudo sobre custos e taxas
de Fundos de Investimentos!

Poupar até centavos em taxas de fundos

Breve Resumo

Já escrevemos um artigo bem explicativo sobre Fundos de Investimentos, porém, recebemos muitas dúvidas sobre taxas e custos e por isso resolvemos trazer para vocês este artigo.

Neste início vou resumir o assunto. Para dados mais completos leia o artigo até o final.

1 – Taxa de administração:

A taxa cobrada pela gestão/administração do fundo como um todo e que remunera todos os profissionais e empresas envolvidas no fundo: Gestor, Administrador, Custodiante, Distribuidor e Auditor.

A taxa de administração costuma flutuar entre 0,5% e 3% e tudo depende da sofisticação do fundo, ou de quanto o banco explora o cliente (falaremos mais disso depois).

Exemplos de Taxas de Fundos de Investimentos
Exemplos de Taxas de Fundos de Investimentos. Clique na imagem e veja outras

2 – Taxa de Performance:

A taxa de performance dos Fundos de Investimentos é cobrada por muitos fundos quando ele supera o Benchmark, ou seja, quando ele bate a sua meta.

2.1 – Benchmarking:

De maneira geral os Fundos de Renda Fixa tem como “Meta” ou “Benchmark” o CDI (a grande maioria) ou o IPCA. Já os Fundos Multimercado ou Fundos de Ações costumam ter como meta de desempenho o Índice Bovespa.

A taxa de Performance flutua entre 15% e 20% do que os Fundos superarem do Benchmark, sendo 20% o mais comum.

Taxa-Performance-Fundos

3 – Taxas de Entrada e Saída

A taxa de entrada é mais comum para Fundos de Previdência é conhecida como taxa de carregamento. Serve para incentivar o cliente a ficar um tempo maior dentro do fundo, já que quanto maior for o tempo que o cliente permanecer investindo, mais ela diminui. Esta taxa flutua entre 1% e 5% do valor investido.

Já a taxa de saída funciona da mesma forma, porém é cobrada na saída e também diminui conforme o tempo, podendo chegar a zero.

4 – Comparando Fundos de Investimentos

Finalmente, vamos ensinar você a comparar fundos e entender como essas taxas influenciam na rentabilidade dos nossos investimentos.

Comparação de Fundos de Previdência
Comparação entre dois Fundos de Previdência. Clique para ir para a ferramenta.

Fundo são o investimento correto para você?

Socrates
Sócrates, o filósofo não o jogador!

Simpatizo muito com uma das frases mais conhecidas de Sócrates (o filósofo, não o jogador):
Conhece-te a ti mesmo.

E no mundo dos investimentos ela é ainda mais importante, isso porque as pessoas procuram pelo “Melhor Investimento” como se fosse o Santo Graal.

Porém “o melhor investimento” pura e simplesmente não existe, o que existe é o melhor investimento para você, para o seu perfil!

 

Prefere um vídeo em vez de um texto?

Video: Taxas de Fundos de Investimentos
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Taxas e Custos de Fundos de Investimentos – Completo

Investir em Fundos é a maneira mais prática de diversificar seus investimentos, contar com uma equipe de muitos profissionais experientes e de alto nível cuidado do seu dinheiro e ainda com um custo muito baixo (se você souber escolher, claro).


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Meu objetivo com este artigo é que você saiba tudo o que impacta na rentabilidade dos seus investimentos, bem como entender com quais taxas você deve ou não deve se preocupar.

3 – Taxa de Administração – O que é?

Taxa de administração é um percentual anual cobrado que incide sobre o patrimônio líquido dos fundos de investimentos. Em outras palavras, é o ‘salário’ das instituições que estão por trás do funcionamento dos fundos.

Taxa de Fundos: Administração

Você sabia que existem 5 profissionais envolvidos no processo de funcionamento de um fundo de investimento? São eles:

– Gestor:
Responsável pela remuneração da carteira do fundo.
É ele quem decidirá quais ativos comprar, por quanto tempo mantê-los em carteira e quando vendê-los para conseguir a melhor remuneração possível.
Traça a estratégia para montar a carteira e é o trabalho dele que definirá a rentabilidade do seu investimento.

– Administrador:
Responsável legal do fundo e pelas informações prestadas aos cotistas e à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

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– Custodiante:
Responsável pela guarda dos ativos do fundo.
Quando você investe seu dinheiro em um fundo, o seu recurso fico guardado em uma instituição, normalmente o próprio banco.

– Distribuidor:
Responsável pela distribuição das cotas dos fundos de investimentos.
Exerce a função comercial entre fundos e cotistas, pois é ele quem efetivamente venderá os fundos de investimentos.

– Auditor independente:
Responsável pela fiscalização e auditoria dos fundos.

Estrutura de um Fundo de Investimentos

A taxa de administração serve justamente para remunerar todos estes profissionais acima citados.

Como é cobrada a taxa de administração?

Apesar de ser expressa em um percentual anual, exemplo: 1% ao ano.
Este percentual incide diariamente sobre o valor do fundo, através da taxa equivalente diária.

Vou dar um exemplo de como se chega a taxa de administração diária de um fundo.
Basta aplicarmos a fórmula dos juros compostos:

Taxa ao ano para ao dia

Onde:
Id = Taxa ao dia
Ia = Taxa ao ano
n = número de dias (úteis) em um ano (252)

Logo, se um fundo cobra 2% de taxa de administração, a taxa equivalente diária descontada será de:

2% ao ano para percentual ao dia

Leia-se: 1 mais o percentual cobrado da taxa de administração, elevado a 1 sobre 252 (quantidade de dias úteis que existem num ano).

Chegaríamos no seguinte resultado: 0,0078585% ao dia.

Este percentual diário, por sua vez, é abatido do valor da cota do fundo do investimento.
Aqui vai uma nova informação: Quando você investe seu dinheiro num fundo, o seu recurso é convertido em cotas.

Como Funcionam as cotas dos fundos de investimentos?

Os fundos por se tratarem de um “CNPJ” (sociedade de várias pessoas) tem que ser divididos em frações ou pedaços mínimos, de forma que possa ser apurado o ‘pedaço’ de cada participante e o preço para que um novo entrante, ou cotista possa pagar pela aquisição de um novo pedaço deste Fundo e participar desta sociedade.

Cota é o pedaço de um fundo

Vamos supor que você tenha R$ 1.000,00 e que o valor da cota do fundo que irá investir é de R$ 10,00.

Nestas condições você se tornaria detentor de 100 cotas.
Bastaria dividirmos o valor a ser aplicado pelo valor da cota: 1.000/10 = 100 cotas.

Estas cotas têm seus valores atualizados diariamente.
Dando continuidade ao exemplo acima citado, vamos supor agora que em um dia, esta cota teve uma valorização de 1%.

Ou seja: R$ 10,00 x (1+1%) = R$ 10,10

O que isto quer dizer?

Que as suas cotas que inicialmente valiam 10 reais hoje valem R$ 10,10 cada.

Logo: 100 (cotas) x R$ 10,10 = R$ 1.010,00 (seus mil reais tiveram um rendimento de 10 reais).

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Agora vamos à parte que nos interessa e que é a razão de toda esta exemplificação.

Conforme mencionado anteriormente, a taxa de administração é descontada diariamente do valor da cota dos fundos de investimentos.

Calculamos que depois de uma valorização de 1%, um fundo cuja cota valia R$ 10,00 passou a ter cota de R$ 10,10.
E depois disso precisa receber o desconto da taxa de administração diária equivalente que calculamos inicialmente.

Ainda seguindo o mesmo exemplo, supondo que este fundo cobre 2% a.a. (ao ano) ou 0,0078585% a.d. (ao dia):

Cota após taxa de administração

Finalmente, depois de 1 dia com uma rentabilidade de 1% e cobrança da taxa de administração, você que é dono de 100 cotas, teria: 100 x 10,0992 = R$ 1.009,92 (ao invés dos R$ 1.010,00)

Esta é a matemática que está por trás da cobrança da taxa de administração.

Resumo:
– A taxa de administração é cobrada independente da rentabilidade apresentada do fundo, ou seja, incide tanto nos ganhos quanto nas perdas.
– Importante lembrar que não estamos entrando no mérito da tributação (IR, IOF) dos fundos de investimentos

Valores mais comuns de Taxas

A primeira informação importante que você tem que saber é que existem diferentes tipos de fundos (chamados de classes no mercado) e que cada um destes tipos de fundos tem uma complexidade diferente para serem “geridos/administrados”.

Desta forma, fundos de classes diferentes possuem diversos padrões de custos e consequentemente, diferentes taxas de administração.

Veja as classes principais de fundos de investimentos:

– Curto prazo
– Referenciado
– Renda Fixa
– Multimercado
– Ações
– Cambial
– Dívida Externa

Você pode conhecer mais sobre as classes de fundos, bem como as categorias e subcategorias no site da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais): http://www.classificacaodefundos.com.br/renda-fixa.html

Classes de Fundos de Investimentos Anbima

Como eu já disse, quanto maior o nível de complexidade de gestão de carteira, maior a justificativa da cobrança de uma taxa de administração mais alta.

Taxas em: Gestão Ativa x Gestão Passiva

Os fundos que têm uma gestão ativa, ou seja, que precisam mudar constantemente os ativos investidos na carteira e que possuem liberdade para trabalhar seus ativos (inclusive com maior risco) tendem a cobrar taxas de adm mais caras.

Um bom exemplo são os Fundos de Ações e os Fundos Multimercados.
Estes fundos demandam mais atenção do Gestor e consequentemente dão muito mais trabalho devido a escolhas criteriosas que devem ser feitas visando sempre a melhor estratégia.

Os Fundos de Ações e Multimercados costumam ter taxas de administração perto de 2%.
Estas taxas podem variar conforme o nível de complexidade e atuação.

Outras classes como: cambiais e de dívida externa, também podem possuir uma gestão bem ativa e como no caso dos Fundos de Ações e Fundos Multimercado, é compreensível a cobrança de taxas de 2% ou mais.

Cabe lembrar que mesmo dentro das classes de fundos de Ações ou Fundos Multimercado que tradicionalmente são compostas por fundos de gestão ativa, existem fundos de Gestão Passiva – que buscam simplesmente comprar ações e acompanhar o seu Benchmark, sem tentar superá-lo.

Isso é bem comum em fundos de ações de grandes bancos que simplesmente seguem o Índice Bovespa, um trabalho que é absolutamente passivo, porém em muitos destes fundos as taxas de administração passam de 2%.

Procure sempre pesquisar no regulamento do fundo ou mesmo na lâmina para entender melhor sobre as políticas de gestão.
Já que não faz sentido algum ser cobrado com taxas maiores do que 1% em um fundo de gestão passiva.

Fundos Ativos ou Passivos

Os Fundos de Gestão Passiva, como o nome já diz, são fundos onde os administradores tem muito pouco trabalho.
São classes mais conservadoras como: curto prazo, referenciados DI e renda fixa, que como expliquei, por serem passivos não justificam ter uma taxa muito maior que 1%.

Devo correr de altas taxas de administração?

Muitos investidores, correm imediatamente de fundos que tem altas taxas de administração, mas eles podem estar errados.

Uma informação muito importante é:
Quando você vê a rentabilidade dos fundos, ela já aparece depois dos descontos das taxas de administração e performance.
Como o Fundo XP Crédito Estruturado, abaixo:

Resultado Fundo XP Crédito Estruturado

Veja que o fundo superou em muito o seu Benchmark, que no caso é o CDI, note que em todos os meses de 2016 ele rendeu mais do que 100% do CDI.

Estes resultados são contabilizados depois da cobrança da taxa de administração que é de 1,75% ao ano.

Assim, quando falamos em fundos de gestão ativa a taxa de administração não é o fator preponderante de escolha, mas sim, o histórico de rentabilidades.

Resumindo:
– Vale a pena pagar taxas de administração, desde que o fundo supere o seu Benchmark / Meta.
– Fundo de gestão passiva, como de Renda Fixa devem cobrar entre 0,3% e 1% ao ano de taxas de administração.
– Fundos de Gestão Ativa, como Multimercados devem cobrar entre 1% e 2% ao ano de taxas de administração, dependendo de sua complexidade.

Fundos com as maiores taxas de Administração no Brasil

Abaixo você pode ver uma lista com os fundos que cobram as maiores taxas de administração no Brasil.

Note que na maior parte deles, estas altas taxas não se traduzem em rentabilidades acima do CDI – veja que a maior parte deles rendeu menos que 100%.

Lista Fundos com as maiores taxas do Brasil

Já quando falamos das menores taxas de administração do país, fica mais difícil apresentar uma lista.

Isto porque mais de 500 fundos no Brasil nem cobram taxas de administração (normalmente fundos de aporte inicial muito alto), bem como alguns fundos fechados ou com poucos cotistas e que pertencem à tesouraria dos bancos.

De maneira geral, existem muitos fundos de longo prazo e fundos de previdência cujo saque é de mais de 5 anos, em que as taxas variam entre 0,1% ao ano e 0,3% ao ano, dependendo do aporte do cliente (mesmo nos grandes bancos).

Taxa de Performance

Taxa de Performance é uma taxa adicional paga ao Gestor do fundo de investimento pelo mérito de ter feito um bom trabalho e superado o seu Benchmark, ou seja, uma parte da rentabilidade que superar seu índice de referência será retida e paga ao Gestor.

É um percentual fixo que incide na diferença da rentabilidade acumulada de um período menos o acumulado de seu índice de desempenho (Benchmark) no mesmo período.

Funciona como um estímulo para que o gestor busque sempre melhorar os resultados da carteira que administra.

Taxa de Performance

Exemplificando:

Vamos supor um fundo que tenha como índice de referência o próprio CDI e que cobre uma taxa de 20% sobre o que exceder 100% do CDI no período.

Supondo que no período de um ano o CDI tenha sido de 10% e que o fundo tenha rendido 15% (150% do CDI).

Se você não sabe como calcular a rentabilidade em % do CDI, veja:
Rentabilidade sobre CDI

Voltando ao exemplo.
O fundo ultrapassou 5% da rentabilidade do Benchmark (15% – 10%).
Se a taxa de performance é de 20% do que superar o CDI, teremos 5% de 20% = 1%

Calculo da Taxa Performance

Resumindo:
Neste caso em questão, o Gestor reteria 1% da rentabilidade do fundo para si, de forma que a rentabilidade final do fundo será de 14% (15% – 1%).

Obviamente, para simplificar estamos desconsiderando outros custos e impostos.

Sei que a primeira impressão é olhar com maus olhos as taxas de administração, mas antecipo que não há motivo para “revoltas”.

Pelo contrário, nada mais justo do que remunerar bem um profissional por estar executando um trabalho que supere suas expectativas!

Quais fundos podem cobrar taxa de performance?

Primeiro vejamos os que não cobram como Fundos das classes Curto Prazo, Referenciado DI e Renda Fixa.
Estes não podem cobrar taxa de performance pois é vedada a sua cobrança pela própria CVM.

Há de se concordar que não faz sentido um fundo que tem como objetivo unicamente acompanhar o Benchmark, cobrar taxa de performance.

A exceção são os fundos de Renda Fixa considerados de Longo Prazo que possuem ativos em sua carteira com vencimento acima de 1 ano.

Já fundos mais arrojados, portanto os que possuem uma gestão ativa, como é o caso dos Multimercados, Ações, Cambiais e de Dívida Externa podem cobrar esta taxa adicional pois podem ter como objetivo a superação de seu índice de comparação (Benchmark).

O normal para os melhores fundos do mercado é que não cobrem taxas de administração muito altas, alguns bons fundos cobram entre 1,5% e 2%. Mas a taxa de performance é cobrada.

Possuindo taxa de Performance e quanto menor a taxa de Administração, maior o alinhamento entre o Gestor e o investidor já que o Gestor do fundo só ganha quando o fundo supera a sua meta, portanto, desconfie de fundos que não cobram taxa de performance.

A Taxa de Performance alinha cliente e Gestor

Valores mais comuns de Taxas

Salvo raras exceções, a taxa de performance normalmente é de 20% sobre o que exceder o objetivo do fundo.
Exemplo: 20% sobre o que exceder os 100% do CDI.

Tipos de Benchmark para cobrança de Taxa de Performance

Cada classe de fundos tem seu próprio Benchmark.

Os Fundos de Renda Fixa normalmente possuem o CDI como índice de comparação.
Os Fundos Multimercados, o CDI ou IPCA ou IMA-B, e outros menos usados.
Os Fundos de Ações, normalmente é o índice IBOVESPA.
Os Fundos Cambiais, o Dólar.
Os Fundos de Inflação, normalmente o IMA-B.

Mas aonde queremos chegar com esta informação?
Um fundo que tem o índice IBOVESPA como referência para seu Benchmark, logicamente não pode cobrar performance do que exceder 100% CDI.

Em alguns casos, quando os fundos são mais agressivos, não é incomum um fundo ter como objetivo superar mais que os 100% de seu incide de referência.

Exemplo: 20% sobre o que exceder 120% do CDI.

Detalhe importante: a performance pode ser cobrada sobre o que exceder no mínimo os 100% de seu índice de referência.

Veja: um fundo não pode cobrar performance do que exceder, por exemplo, 80% do CDI num determinado período.
Seria ‘dinheiro fácil’ para o Gestor e esta prática é vedada pela CVM.

Qual a periodicidade que deve ser cobrada a taxa de performance?

A taxa de performance deve ser cobrada em ciclos de 6 meses, no mínimo.

Não pode ser mensal, bimestral ou trimestral por exemplo.
Deve ser semestral, anual ou em períodos superiores.
A prática mais comum do Mercado é a cobrança semestral.

Conceito da “Linha D´água”

Este é um ponto que pouca gente tem conhecimento e/ou dificuldade de entender.
Mas fundamental para se compreender mais a fundo a incidência da taxa de performance.

Para que haja a cobrança da taxa de performance, o fundo deve cumprir duas condições básicas.
– rentabilidade acumulada do período deve superar o objetivo de rentabilidade do fundo;
– o valor da cota no final do período em apuração deve ser maior que o valor da cota do dia do último pagamento da taxa de performance;

Para ajudar a elucidar esta questão de uma vez por todas e não mais deixar dúvidas, confiram este exemplo abaixo:

Considerando um Fundo X que tenha como objetivo superar 100% de seu Benchmark.

Período Valor Cota Rentabilidade Variação Benchmark Incidência de Performance
0 10,00 0 0 –
1 15,00 50% 30% SIM
2 11,00 -26,67% 20% NÃO
3 14,00 27,27% 25% NÃO
4 17,00 21,43% 20% SIM

Vejam só que interessante:

Período 1: o fundo superou a variação de seu Benchmark, logo, incidirá a cobrança da taxa de performance.

Período 2: obviamente não há cobrança já que o fundo performou negativamente.

Período 3: aqui está o cerne da questão. Apesar do fundo ter superado seu Benchmark, o valor da cota (14,00) é inferior ao valor da cota do último pagamento da taxa de performance (semestre 1: 15,00). Atende apenas uma das condições, logo, não há incidência da taxa de performance.

Período 4: neste caso, o fundo supera a variação de seu Benchmark no período e sua cota de fechamento supera a do último dia em que houve pagamento da taxa de performance, ou seja, cumpre as duas condições, havendo a cobrança.

O termo “Linha D´Água” é uma alusão a um nadador que receberá sua recompensa apenas se estiver com o pescoço fora da água.

Taxa de Entrada

Taxa de entrada (ingresso), também conhecida como taxa de carregamento, é uma taxa cobrada quando da aquisição (compra) de cotas de um fundo de investimento.

É um percentual que incide sobre o principal aplicado e não sobre o valor da cota, como é o caso da taxa de administração explicado anteriormente.

Atualmente, esta taxa raramente é cobrada.
Incide na maior parte dos casos em fundos de Previdência (VGBL ou PGBL).
Mas é sempre bom se precaver e consultar o estatuto ou a lâmina do fundo.

Taxa de Saída

Taxa de saída é uma taxa cobrada quando da venda (resgate) de cotas de um fundo de investimento.
Assim como a taxa de entrada, também é um percentual que incide sobre o principal resgatado e não sobre o valor da cota.

Mas diferente da taxa de entrada, a taxa de saída é mais comum nos fundos de investimentos.

Todo fundo tem um prazo para creditar sua conta após o comando do resgate.
Alguns fundos te dão a opção de creditar sua conta antecipadamente desde que opte por pagar a taxa de saída.

Exemplificando: imagine que um fundo lhe paga em 180 dias no resgate.
Mas ele te dá a opção de resgatar seu capital em apenas 30 dias, desde que concorde em pagar um percentual relativo a taxa de saída.

Ou seja, esta taxa incide quando o investidor decide resgatar seu recurso antes do prazo estabelecido do fundo.
Todas estas informações também constam no estatuto ou lâmina do fundo.

Conclusão

A análise dos custos dos fundos de investimentos é de extrema importância.
Tem o intuito de descobrir se as cobranças não estão sendo indevidas e/ou abusivas como por exemplo um fundo de Renda Fixa ter uma taxa de administração de 4% a.a., e por aí vai.

Mas qual o fator mais eficiente a ser levado em conta na tomada de decisão antes de se aplicar num fundo de investimento? Ou na hora de escolher entre um fundo e outro?

A resposta é muito simples: a performance histórica ou rentabilidade passada.

Um fato que pouquíssimas pessoas sabem é que a rentabilidade divulgada dos fundos já é isenta de seus custos (com exceção das taxas de entrada e saída).

Mas o que isto quer dizer?

Que a grosso modo, se um fundo performa melhor que o outro (considerando ambos da mesma classe e perfil), seus custos ficam em segundo plano e você entenderá porque.

Escolha Fundos pela Performance

Imagine dois fundos, com um mesmo investimento em um mesmo período de tempo:

Fundo A: entregou uma rentabilidade de 100% CDI no período e cobra 0.5% a.a. de taxa;
Fundo B: entregou uma rentabilidade de 120% CDI no período e cobra 2% a.a. de taxa;

Qual deles você prefere? Qual deles foi o mais rentável?

Considerando que a rentabilidade divulgada já é líquida de seus custos, o fundo B foi mais rentável do que o fundo A.
Apesar de ser mais ‘caro’, o Gestor do B teve um resultado e desempenho melhor que o Gestor do fundo A.

Nada mais justo do que pagar mais caro por um produto melhor, não acha?

Então, apesar dos custos serem relevantes, é a rentabilidade passada o grande termômetro a ser levado em conta antes de tomar a decisão de onde investir.

Aqui vai uma consideração importante que deveria ser obrigatória em todo e qualquer artigo sobre fundos de investimentos:

Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

Aquele velho aviso que você sempre encontra em materiais sobre investimentos continua valendo: A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

O simples fato de você ter realizado uma análise de Rentabilidade x Custos não garante que futuramente o fundo B (do exemplo citado acima) vá continuar a performar melhor que o fundo A.

Em um próximo artigo vou ensiná-lo a considerar algo além das taxas e da rentabilidade passada.

O próximo passo é aprender como escolher fundos olhando para a Volatilidade e para o Índice Sharpe, que mede a relação entre a volatilidade e o retorno do fundo.

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Até o próximo artigo.
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Eduardo Salzo

Eduardo Salzo é um Colaborador do Portal EuQueroInvestir.

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