Suzano (SUZB3): prejuízo sobe 10,9 vezes, para R$ 13,419 bilhões

Osni Alves
Jornalista | osni.alves@euqueroinvestir.com
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Crédito: Bradesco (BBDC4) e Suzano (SUZB3) entram na carteira da Guide em abril

A Suzano teve prejuízo líquido de R$ 13,4 bilhões no primeiro trimestre de 2020, alta de 10,9 vezes ante o prejuízo de R$ 1,229 bilhão de igual período do ano anterior.

Os números foram fortemente impactados pela desvalorização do real contra o dólar na dívida em moeda estrangeira do grupo.

A informação consta do balanço da companhia divulgado nesta quinta-feira (14), informando que a linha de variação cambial foi negativa em R$ 12,4 bilhões em meio à valorização de 29% do dólar ante o real do período.

De acordo com a empresa, o impacto sobre o resultado terá “efeito caixa somente nos respectivos vencimentos” da dívida.

Outro indicador que veio abaixo foi o resultado de operações com derivativos de cerca de R$ 9 bilhões, também afetado pelo câmbio.

Conforme a companhia, o efeito das duas linhas acabou por minimizar o crescimento do Ebitida ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 10%, que somou R$ 3,03 bilhões.

A projeção dos analistas para o Ebitda era de R$ 2,45 bilhões, segundo dados da Refinitiv.

SUZB3: investimento

Em nota ao mercado, a companhia anunciou leve redução na projeção de investimento em 2020, que passou de R$ 4,4 bilhões, para R$ 4,2 bilhões.

O corte ocorreu diante de uma menor previsão de gastos em manutenção, “devido a ações na gestão de pagamentos de projetos e postergações de paradas programadas de manutenção.”

No primeiro trimestre, a Suzano elevou suas vendas de celulose em 65% na comparação com igual período do ano passado, para um recorde para o período de 2,86 milhões de toneladas.

Já o custo caixa de produção de celulose, excluindo o efeito de paradas programadas, teve nova queda, ficando em R$ 596 por tonelada, baixa de 6% ante dezembro e recuo de 11% sobre o primeiro trimestre do ano passado.

SUZB3: receita líquida

Conforme o balanço, a receita líquida avançou 22%, para R$ 6,98 bilhões, crescendo menos que as vendas em volume em meio à queda de 34% do preço da celulose em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

No primeiro trimestre, os estoques de celulose da empresa caíram em 500 mil toneladas.

A companhia terminou março com um salto na alavancagem, que passou a 6 vezes quando medida em reais, ante 3,4 vezes no mesmo período de 2019. Em dólares, a relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado subiu de 3,3 para 4,8 vezes.

SUZB3: Capex

Em nota, a Suzano informou que revisou sua estimativa de Investimento de Capital (CAPEX) para o ano de 2020 de R$ 4,4 bilhões para R$ 4,2 bilhões.

O motivo, informou, diz respeito às reduções dos gastos em manutenção, devido a ações na gestão de pagamentos de projetos.

Também por conta de postergações de paradas programadas de manutenção, sem redução de escopo.

As projeções refletem apenas estimativas atuais da administração da companhia, sujeitas a riscos e incertezas, não constituindo promessa de desempenho.

Veja o desempenho da SUZB3 na Bolsa:

Fonte: tradingview.