BTG: venda de ativos pela Suzano (SUZB3) foi positivo mas pequeno

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação Suzano

A Suzano (SUZB3) anunciou na última sexta-feira (20) a venda de 21 mil hectares de seus ativos florestais localizados no estado de São Paulo para a Bracell Celulose. O negócio foi fechado em aproximadamente R$ 1,057 bilhão e irá ajudar a empresa a enfrentar seu plano de desalavancagem.

Após a aquisição da Fibria, estes ativos florestais deixaram de ser essenciais para a empresa e passaram a fazer parte do programa de venda de ativos “não essenciais” anunciado pela Suzano em 2019 (que já está concluído).

O BTG avalia que o movimento por parte da Suzano foi pequeno mas na direção certa, embora com impacto limitado do ponto de vista da desalavancagem – dívida líquida atualmente em R$ 69 bilhões. O banco estima um impacto de alavancagem de 0,1 vez. 

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Além disso, prevê que a alavancagem medida pela relação dívida líquida / Ebitda para 2021 alcance 3,5 vez. Este é mais um movimento positivo da equipe da Suzano.

Venda de terras e cessão de arredamento

A venda incluiu 21.066 hectares de propriedade rural localizadas na região central do estado de São Paulo, sendo parte por meio de venda e parte por cessão da Suzano para os compradores dos contratos de arrendamento em que a companhia é parte. O contrato inclui também florestas já estabelecidas e as em crescimento.

Além disso, a Suzano comprometeu-se a vender volume de madeira adicional.

O BTG destaca que este é um desinvestimento de um ativo não essencial, o que significa que não terá impacto na atual base de custos da Suzano, nem nos planos futuros de crescimento orgânico em potencial. Após esta venda e outra para a Klabin em dezembro do ano passado, a empresa acredita que acabaram a venda de ativos florestais para o momento.

BTG reitera compra

Ainda vê os preços das ações da Suzano em uma reversão permanente dos preços da celulose para custos marginais de produção de aproximadamente US$ 520 por tonelada, o que na visão do BTG parece um tanto exagerado.

O banco acredita que as ações da Suzano estão subvalorizadas (em uma base DCF normalizada) e que os investidores estão descontando mal os benefícios do negócio com a Fibria. Embora a alavancagem não seja confortável e pode levar alguns anos para se normalizar, o BTG destaca que o caminho está claro e considera a situação administrável.

Dessa forma, o banco reitera a recomendação de compra para Suzano, com preço-alvo de R$ 59,00.

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