Superintendente da Susep defende uso de tecnologia para alavancar o setor

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Reprodução/Wikipedia

Em entrevista ao Valor, a titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, afirmou que o setor demanda tecnologia para melhorar a concorrência e a transparência e, assim, atingir mais pessoas.

“Não se contrata seguros via internet ou celular, mesmo os produtos massificados. Queremos que o seguro possa ser utilizado dessa forma. Gostaríamos que as plataformas da diversas seguradoras pudessem ser facilmente comparadas pelo consumidor e que a concorrência de preço fosse mais efetiva”, afirmou.

Para ela, é fundamental que o setor permita a entrada de novas empresas e a apólice eletrônica, que deve ter um modelo de marco regulatório definido a partir do final deste ano ainda.

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Outro ponto defendido é a “desintermediação do setor”, ou seja, a liberação para o consumidor definir se vai querer contar com o serviço de um corretor ou não. Para Solange, apenas os seguros mais sofisticados e com grandes riscos envolvidos deveriam ter corretores, porque dependem de relações contratuais. Já para os seguros vendidos em massa, a dispensa da figura do corretor baratearia o custo dos planos, segundo a superintendente. “O percentual de comissões pagas (no Brasil) é quase o dobro dos demais países”, disse.