BC: superávit primário é de R$ 58,4 bi em janeiro, mas dívida pública chega a 89,7% do PIB

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Reprodução/Pixabay

O Banco Central divulgou nesta sexta-feira (26) os resultados fiscais do setor público. Em janeiro de 2021, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 58,4 bilhões, recorde para o mês em toda a série histórica iniciada em 2001. Em janeiro de 2020, o superávit primário era de R$ 56,3 bilhões.

O Governo Central, os governos regionais e as empresas estatais apresentaram, nesta ordem, superávits de R$ 43,2 bilhões, R$ 14,8 bilhões e R$ 446 milhões.

Nos doze meses encerrados em janeiro, o resultado primário do setor público consolidado foi deficitário em R$ 700,9 bilhões, equivalente a 9,43% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo composto por déficit primário de R$ 747,6 bilhões do Governo Central e superávits de R$ 43,4 bilhões nos governos regionais e de R$ 3,3 bilhões nas empresas estatais.

Não Perca! Começa hoje o evento que vai transformar sua visão sobre Fundos de Investimento Imobiliário

fiscal

Reprodução/BC

Segundo o BTG Pactual (BPAC11), tal indicador é de extrema relevância porque revela a postura do governo quanto ao nível de gastos, fator essencial para manter a credibilidade brasileira e, consequentemente, o risco de crédito em patamares saudáveis.

Para o banco, o resultado primário veio melhor do que a expectativa – que era de superávit primário de R$ 46,8 bilhões para o mercado; e de R$ 40,4 bilhões para o BTG. “O ano de 2021 começou com um bom equilíbrio nas contas do governo. Esse resultado foi explicado principalmente pelo resultado do Governo Central”, afirma o banco.

Vale lembrar que o resultado primário reflete a diferença entre receitas e despesas do setor público, antes do pagamento da dívida pública.

Já a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais, alcançou R$ 6,7 trilhões em janeiro de 2021, equivalente a 89,7% do PIB, aumento de 0,5 ponto porcentual do PIB em relação ao mês anterior.