Suécia destoa ao adotar medidas brandas contra covid-19

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Monica Volpin/Pixabay

Contrariando a movimentação mundial pela adoção de ações restritivas para o combate ao coronavírus, a Suécia chama a atenção ao optar por medidas brandas. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o país mantém as escolas abertas e a rotina de trabalho regular. Apesar de o governo ter proibido reuniões com mais de 500 pessoas, na capital, Estocolmo (foto), há relatos de ônibus e trens lotados. Mesmo com o fechamento de universidades e orientação das autoridades para que se fique em casa, a Suécia tem enfrentado críticas e questionamentos.

Enquanto os países vizinhos já se mantêm isolados, na terça-feira (24), o governo determinou mudanças no serviço de bares e restaurantes, mas não o fechamento. De acordo com a Folha, o chefe do departamento de saúde da Suécia, Johan Carlson, sustenta o posicionamento do país. Para ele, a Suécia “não pode tomar medidas draconianas que têm um impacto limitado na epidemia, mas derrubam as funções da sociedade”.

Suécia enfrenta críticas e pede apoio

Já o epidemiologista do governo, Anders Tegnell, acredita que as escolas precisam ficar abertas. Especialmente para atender aos filhos de trabalhadores da saúde, partindo da premissa que os jovens se infectam com menos facilidade. Ainda segundo a reportagem Folha, até quarta-feira (25), havia mais de 2.500 casos, com 44 mortes de covid-19 na Suécia. Por isso, Tegnell foi bastante criticado por especialistas em saúde. Conforme a Folha, Joacim Rocklov, epidemiologista da Universidade de Umea, considera que o país assume um grande risco.

“Não vejo por que a Suécia deve ser tão diferente dos outros países. É um enorme experimento”, disse. “Não temos ideia — pode dar certo. Mas também pode ir loucamente na direção errada.”Em pronunciamento oficial no domingo (22), o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, indicou que maiores restrições podem ser adotadas futuramente. “Há poucos momentos cruciais na vida quando você tem de fazer sacrifícios, não só pelo seu próprio bem, mas também para assumir a responsabilidade pelas pessoas ao seu redor, por seus semelhantes e por seu país. Esse momento é agora. O dia é hoje. E esse dever cabe a todo mundo”, disse.

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