Subida do juros em 2021 torna a poupança mais atraente?

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Foto: Pexels

A expectativa é de subida do juros em 2021. Segundo o Boletim Focus, a Selic deve alcançar o patamar de 7% em 2021.

Vale lembrar que há alguns meses a expectativa era do juro chegar a 3,5% ainda em 2021.  De qualquer forma, com a subida do juros, a rentabilidade dos investimentos de renda fixa será maior. No entanto, será que isso é suficiente para tornar a poupança mais atraente? Conversamos com especialistas para descobrir.

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Por que teremos subida do juros em 2021?

O motivo pelo qual a Selic deve subir em 2021, é que temos um cenário de inflação a controlar. Afinal, quando se aumenta o juros, é possível reduzir um pouco as mazelas da inflação.

É o que explica Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Segundo ele, só estamos tendo uma segurada de juros até agora porque ainda temos a atividade econômica muito baixa.

Como passamos por um período de recessão forte, o desemprego ainda está muito alto e temos essa economia que não vai para frente, o consumo também ainda não acontece como deveria. E isso evita um aumento de preço.

Mas, de qualquer forma, o especialista afirma que, com o dólar subindo e uma inflação mais alta, certamente o Banco Central terá que subir a taxa de juros.

Como isso impacta a poupança?

Avalie comigo: a poupança remunera 70% da taxa Selic em um cenário onde a taxa de juros fica inferior a 8,5% ao ano. Em contrapartida, em casos de Selic superior a 8,5% ao ano, a rentabilidade da poupança fica em 6% ao ano.

Logo, qualquer descida ou subida do juros impacta diretamente a poupança. Sendo que, com a Selic subindo, o impacto é positivo, e com ela caindo, negativo.

“Porém, é sempre importante acompanhar a inflação. Isso porque muitas vezes se a inflação pode superar a rentabilidade da poupança e sua rentabilidade real ficará negativa”, pontua Márcia Silva, gerente de investimentos na Sicredi Vale do Piquiri.

Acontece que a poupança não tem nenhum mecanismo de proteção contra a inflação. Ao contrário de outros investimentos, como o Tesouro IPCA, que leva em consideração o principal índice que mede a inflação.

Poupança ainda não é a melhor opção disponível no mercado

Mesmo com a poupança pagando um pouco mais por conta da subida do juros, existem produtos no mercado que pagam prêmio de 100% da Selic, o que já é superior aos 70% da Selic pagos pela poupança.

Também temos muitos investimentos que pagam a Selic mais um prêmio, por exemplo. Isso sem deixar de levar em consideração o fator segurança, tão buscado pelas pessoas que colocam seu dinheiro na poupança.

É o caso dos títulos do Tesouro Direto. Hoje, existem diversos tipos de títulos, cada um mais indicado para um objetivo de investimento diferente.

Por isso, mais uma vez: mesmo que a poupança entregue uma rentabilidade melhor com a subida do juros, ainda assim ela não se torna atrativa, tendo em vista a comparação com outros produtos disponíveis no mercado.

“A gente não vê a poupança voltando a ser um investimento atrativo em qualquer cenário. É um rendimento extremamente baixo e, por mais que seja um rendimento de investimento que tem um risco baixíssimo, hoje nós temos uma gama de investimentos que acabam oferecendo alternativas igualmente seguras, mas que pagam rendimentos bem mais atrativos”, enfatiza Vitor Beyruti, economista da Guide Investimentos.

Ponto de atenção: taxas de administração de fundos

Ok, você decidiu sair da poupança e investir em renda fixa. No entanto, é preciso ter cuidado quanto a um detalhe: as taxas de administração.

Principalmente no caso de fundos de renda fixa cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano, por exemplo, a sua rentabilidade pode ser inferior à da poupança.

O IR em fundos de renda fixa seguem a tabela a seguir:

  • Aplicações com prazo de resgate até 6 meses com a alíquota do IR de
    22,50%;
  • Aplicações com prazo de resgate entre 6 meses e 1 ano com a alíquota
    do IR de 20,00%;
  • Aplicações com prazo de resgate entre 1 ano e 2 anos com a alíquota
    do IR de 17,50%;
  • Aplicações com prazo de resgate acima de 2 anos com a alíquota de IR
    de 15,00%.

Com Giovanna Castro

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