StoneCo prevê piora de margem no 2º tri, após queda de 12,9% no lucro do 1º tri

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: StoneCo/Divulgação

A empresa de meios de pagamentos StoneCo (STNE) teve uma queda de 12,9% de lucro ajustado no primeiro trimestre de 2020 em comparação com o mesmo período do ano passado. O lucro fechou o trimestre em R$ 162,3 milhões.

Apesar da queda, a StoneCo prevê um cenário ainda pior para o segundo trimestre. Isso em decorrência do impacto mais forte dos efeitos da pandemia do coronavírus, embora os volumes de pagamentos venham se recuperando gradualmente desde abril.

A empresa brasileira listada na Nasdaq afirmou que sua base de clientes ativos subiu 73,9% em 12 meses até março. Já a receita total avançou 33,8%, a R$ 716,8 milhões. Mas após quedas na segunda metade de março, os volumes de pagamentos subiram 9% em abril. Em maio o crescimento foi de 22,9% até agora na comparação anual, segundo dados preliminares.

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A StoneCo encerrou o primeiro trimestre de 2020 com margem ajustada antes de impostos de 32,6%. Assim, para o próximo período, a expectativa é de que o indicador fique entre 20 e 24%. Ou seja, a empresa prevê um maior impacto, com demissão de funcionários e os incentivos que está tendo que oferecer a clientes por conta da epidemia.

“Embora tenhamos começado a ver uma melhora gradual da atividade econômica em meados de abril e no início de maio, tomamos a decisão muito difícil de reduzir nossa força de trabalho em 20%”, diz a empresa. O percentual atinge cerca de 1.300 trabalhadores.

 

Caixa da StoneCo aumentou

A empresa fechou março com caixa líquido ajustado de R$ 5,05 bilhões ante R$ 4,984 bilhões no fim de 2019.

A StoneCo estima em R$ 61 milhões o impacto da pandemia no resultado do primeiro trimestre. Deste valor, R$ 35,8 milhões são nas despesas financeiras e R$ 25,2 milhões de ajuda financeira aos clientes e inadimplência.

O total de volume de pagamentos transacionados em suas máquinas de cartão foi de R$ 37,6 bilhões, um avanço de 42,1%.

O número de clientes ativos da empresa chegou a 531,3 mil em março. Ou seja, um aumento de 73,9% em um ano. No primeiro trimestre, foram adicionados 50,5 mil clientes.