Startups se unem contra Big Techs em prol de uma competição mais justa

Weslley Almerindo
Colaborador do Torcedores
1

Crédito: Pixabay

De acordo com a Reuters, a startup Tile deixou de ter uma relação mutualística com a Apple após anos de parceria, e hoje se vê diante de uma concorrência desleal. A empresa que realiza a distribuição de seu software na loja de aplicativos da Apple e do androide foi colocada para escanteio em junho do ano passado.

Outras startups também se sentiram prejudicadas, não só pela Apple, como também por outras grandes empresas de tecnologia.

Desse modo, as startups resolveram se unir contra as Big Techs em busca de direitos e um espaço no mercado.

BDRs| Aprenda mais sobre essa classe de Ativos

Apple VS Tile

Segundo o seu próprio site, Tile é um dispositivo via bluetooth que auxilia as pessoas a encontrar objetos importantes.

Para uso dos dispositivos, a empresa utiliza tanto a Apple Store quanto a Google Store como forma de distribuição de seu aplicativo.

Contudo, o problema da startup com a gigante de tecnologia não está na distribuição do produto em si.

Até pouco antes de junho de 2019, a Apple vendia os produtos da Tile em suas lojas e ambas tinham uma excelente relação.

Após esse período, a Apple passou a desenvolver um serviço semelhante ao da startup que outrora se bem relacionava.

Em seguida, a Apple optou por não vender mais os dispositivos da Tile em suas lojas e contratou um de seus engenheiros, segundo a Reuters.

Para além da Maçã

O co-fundador da empresa de gestão de projetos online Basecamp, David Heinemeier Hansson, afirmou a Reuters que sua companhia precisa gastar cerca de US$ 70 milhões por ano com o Google para proteger sua marca.

Segundo Hansson, o Google permite a compra de anúncios utilizando a sua marca por concorrentes.

Assim, ele se vê obrigado a gastar tanto dinheiro na tentativa de proteger mantê-la sob o seu controle.

No entanto, Jose Castanaeda, porta-voz do Google, informou à Reuters que o buscador permite essa prática para entregar o melhor para o cliente, que nem sempre quer ver anúncios da empresa, somente ao pesquisar por ela.

Além disso, Castanaeda afirmou que, se uma empresa se sentir prejudicada e registrar uma queixa, o Google atua bloqueando o termo para competidores.

Ações judiciais

Na sexta-feira passada (17), um total de 4 empresas, contabilizando as supracitadas, testemunharam na subcomissão de defesa da Concorrência da Câmara dos EUA, em Colorado.

O objetivo das startups é solicitar ao Congresso que analise o quanto as Big Techs utilizam de seu monopólio para prejudicar empresas menores e rivais, de acordo com a Reuters.

Investigações semelhantes estão em andamento no Departamento de Justiça, na Comissão Federal de Comércio e com uma coleção bipartidária de procuradores de dezenas de estados dos EUA.