Money Week: startups são opções promissoras para diversificar investimentos

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Money Week

Para quem busca diversificação, investir em startups é uma opção promissora no médio e longo prazos. Ela promete valorizações altas, mas é preciso fazer o alerta: tem baixa liquidez e alto risco.

Na programação desta sexta-feira (26) da Money Week, João Kepler Braga, parceiro e investidor-anjo da Bossa Nova Investimentos; e Janguiê Diniz, fundador e presidente do grupo Ser Educacional, discutiram as startups na visão do investidor.

Apostas

Segundo eles, é possível se tornar um investidor em startups com recursos a partir de R$ 50 mil. Além dos recursos, é preciso coragem e ousadia.

“Ao invés de deixar seu dinheiro na renda fixa ou variável, você vai apostar em negócios que podem ser gigantes no futuro, mas que agora precisam de apoio e incentivo”, disse Kepler, que revelou direcionar 10% do total de seus investimentos para startups.

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João Kepler Braga:”Investimentos em gigantes do futuro”

Cautela na avaliação

Para ele, é preciso cautela ao avaliar as startups. Mais: convém priorizar sempre aquelas que demonstrem ter um propósito.

Diniz disse direcionar cerca de 2% de seus investimentos para startups atualmente. Mas afirma que pretende aumentar esse porcentual a 10% em breve.

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Questões vitais

Ele frisou a importância do investidor definir uma tese para ter clareza sobre o tipo de startup que procura. Contou que, particularmente, sua tese atende a algumas questões específicas.

Exemplos: a startup gera valor para a sociedade? O empreendedor tem propósitos e valores? Ou visa apenas o lucro? O negócio tem mercado? Qual o público ou a quem a startup pretende ajudar?

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Outras questões: qual a “dor” que a startup se propõe a solucionar? Ela é solução para qual problema da sociedade? Quais os concorrentes? Ela vai ter espaço ou vai concorrer com quem já atende bem a este público? O negócio é escalável?

“Muita gente apresenta apenas ideias. Mas é preciso diferenciar ideias de empresas. Ter criatividade é ter só ideia. Ter empresa é dispor de um negócio muito bem definido no papel e começar a gerar resultados”, afirmou.

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Janguiê Diniz: ““Já investi R$ 5 mi em empresa que não deu certo e R$ 50 mil em outra que deu muito certo”

Diversificar investimento entre startups

O ideal, segundo Diniz, é que o investidor diversifique os investimentos entre algumas startups, também como forma de minimizar riscos.

“Já investi R$ 5 milhões em empresa que não deu certo e já investi R$ 50 mil em empresa que deu muito certo”, afirmou.

Diniz salienta que a grande questão não é o valor, mas ter uma tese bem definida para selecionar bem a startup que receberá o aporte.

Retorno

Em geral, explicaram Diniz e Kepler, o investidor entra no investimento com um contrato de mútuo conversível, espécie de contrato de empréstimo, no qual consta o total de ações da startup a que o investidor terá direito assim que o negócio deslanchar a ponto de emitir ações.

Mas o retorno é demorado. O período de consolidação de uma startup é, em média, de 10 anos.

A discussão das startups no ponto de vista do investidor foi a última live sobre o tema na Money Week.

Nos outros dias de programação, foram discutidos os temas startups na visão do empreendedor e startups como opção de inovação para as empresas tradicionais.