Startup cria reconhecimento facial que extingue verificação de identidade

Sabrina Oliveira
Colaborador do Torcedores

Crédito: Full Face Foto: Ilustrativa

A startup brasileira Fullface está evoluindo com sua tecnologia biométrica facial patenteada. Com esse recurso de precisão de reconhecimento facial, é possível fazer check-in e embarcar em um avião, abrir uma conta bancária, fazer prova online e apresentar um cartão de seguro de saúde sem a verificação de identidade. As informações são da PEGN.

À medida que o mercado digital crescia, Danny Kabiljo criou a solução biométrica Fullface com o então engenheiro José Guerrero em 2013. O desenvolvimento da tecnologia proprietária de reconhecimento facial levou dois anos. A Fullface analisa 1.024 faces prontas para produzir 99% de precisão.

A startup não exige equipamentos específicos para colocar sua tecnologia. As imagens podem ser captadas por câmeras, celulares e computadores. As fotos são transformadas em números, o que facilita análises e dá proteção contra vazamentos. Os códigos são armazenados principalmente em uma nuvem de propriedade da Fullface, cortando custos das empresas com hospedagem. A Fullface afirma estar de acordo com regulações de privacidade europeias e brasileiras, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A Fullface não requer equipamentos específicos para colocar sua tecnologia em prática. As imagens podem ser capturadas por câmeras, telefones celulares e computadores. As fotos são convertidas em números para facilitar a análise e a proteção contra vazamentos. O código é armazenado principalmente na nuvem de propriedade da Fullface, reduzindo assim os custos de hospedagem da empresa. A Fullface alega conformidade com os regulamentos de privacidade europeias e brasileiras, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A startup é direcionada a grandes empresas em áreas como aviação, bancos, educação e saúde. Essas empresas têm muitas informações e precisam autenticar vários processos. Hoje, o Fullface possui 40 clientes ativos e é executado em um modelo de software como serviço (SaaS), no qual cobra uma taxa mensal.

A proposta de reconhecimento facial da startup está conquistando mercado. “As empresas achavam que a gente estava falando muito sobre o futuro. Tínhamos um grande trabalho em provar que o reconhecimento facial já era presente. Agora, o cliente já vem conversar sabendo onde quer aplicar nossa solução. O mundo inteiro fala em reconhecimento facial”, diz Kabiljo.

Um exemplo é a companhia aérea GOL, no qual a Fullface criou um sistema de registro de reconhecimento facial em 2017 que permite aos usuários tirar selfies sem ter que digitar números ao viajar. Em 2019, o startup levou reconhecimento facial para o portão de embarque, basta o cliente olhar para a câmera e, em seguida, lança a empresa para verificar as informações através da própria GOL e das agências de segurança para liberar o acesso. O projeto chegou a alguns portões e deve se expandir no segundo semestre de 2020 e deverá reduzir o tempo de embarque de 19 para 10 minutos, sendo uma redução de 48%.