Standard & Poor’s (S&P) reduz nota do Brasil de positiva para estável

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Reprodução/WP

A Standard & Poor’s, agência de classificação de risco, reduziu a perspectiva da nota da dívida pública brasileira de positiva para estável nesta semana, segundo publicado pela Agência Brasil.

O ‘rebaixamento’ da classificação para estável significa, em termos leigos, que a agência não pretende alterar a nota do País pelos próximos dois anos.

Atualmente, a Standard & Poor’s concede nota BB ao Brasil, garantia de que o País não corre risco de dar calote na dívida pública.

Motivos da redução

A agência emitiu um comunicado no qual informou os três principais pontos que levaram à redução da nota do Brasil para estável.

Segundo a Standard & Poor’s, o primeiro motivo foi a queda da projeção do Produto Interno Bruto (PIB), reduzido por causa da pandemia de coronavírus.

O segundo ponto levantado pela agência para justificar a redução também está relacionado à pandemia da Covid-19: aumento de gastos do governo para combater a propagação da doença.

Fechando o tripé de alegações está a tensão política. Em seu comunicado, a empresa citou um “aumento de incerteza em relação a capacidade de avançar na agenda de reformas estruturais uma vez que a pandemia se dissipe, dado o desentendimento contínuo entre os poderes Executivo e Legislativo”.

Premonição?

Em dezembro do ano passado, quando a pandemia ainda não havia chegado ao Brasil, a S&P já previa um caminho longo para a nota do País subir.

Livia Honsel, analista da empresa, dizia, à época, que tanto as reformas fiscais quanto as microeconômicas eram importantes para dar apoio à expansão da economia de forma sustentada.

Segundo ela, no entanto, as métricas do mercado não pautam as decisões das agências, ainda que os números sejam acompanhados de perto por todas elas.

“Somos muito mais lentos do que o mercado, a não ser que haja algum evento catastrófico”, concluiu.

Ministério da Economia não comenta

A Agência Brasil informou ter procurado representantes do Ministério da Economia para comentar a redução da nota do País, mas não conseguiu resposta.

A Standard & Poor’s enquadra o Brasil três níveis abaixo do grau de investimento desde 2018. A nota é a mesma da Fitch, outra importante agência de classificação de risco.

A única que coloca o País um pouco melhor na classificação é a Moody’s, que posiciona o Brasil dois degraus abaixo.

Standard & Poor’s: agência de classificação de risco eleva perspectiva da nota do Brasil

Agências de classificação apontam “caminho longo” para nota do Brasil subir