Standard & Poor’s: agência de classificação de risco eleva perspectiva da nota do Brasil

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) elevou de estável para positiva a perspectiva da nota da dívida pública brasileira.

A perspectiva positiva significa que a agência pode elevar a nota do país nos próximos dois anos. A boa notícia foi divulgada na noite desta quarta-feira (11). Desde janeiro de 2018, a S&P concede nota BB- para o Brasil, três níveis abaixo do grau de investimento. É a mesma nota que outra agência confere, a Fitch. A Moody’s classifica o país dois níveis abaixo do grau de investimento.

Segundo a Agência Brasil, a S&P soltou comunicado informando que o Brasil está adotando reformas para reduzir o déficit nas contas públicas, além de adotar uma política de queda dos juros básicos, que estão nos menores níveis da história, o que ajuda a controlar o endividamento do governo.

S&P pode elevar nota

“Isso, juntamente com taxas de juros mais baixas e implementação gradual da agenda de reformas, deve contribuir para perspectivas de crescimento e investimento mais fortes nos próximos três anos, além de uma melhoria gradual nos resultados fiscais”, destacou a S&P.

A S&P informou, no comunicado, que a nota do país pode ser elevada nos próximos dois anos caso as reformas avancem.

A agência avisa que a classificação pode subir “se houver mais progresso — seja priorização, aprovação ou execução — na ampla agenda fiscal e de crescimento do governo, permitindo uma redução mais rápida dos déficits fiscais do Brasil e uma estabilização da dinâmica da dívida”.

Tesouro Nacional

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Economia ainda não comentou a elevação da perspectiva da nota brasileira pela S&P.

Em nota divulgada na noite de quarta-feira (11), o Tesouro Nacional informou que a decisão da agência corrobora a agenda de reformas econômicas do governo. Para o órgão, a aprovação das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que reformulam o pacto federativo são essenciais para a continuidade do ajuste fiscal.

O texto da nota do Tesouro Nacional afirma que “nesse sentido, as medidas encaminhadas ao Congresso pelo governo, como, por exemplo, a proposta de emenda constitucional que reformula o pacto federativo e busca reduzir a rigidez dos gastos obrigatórios, mostram-se essenciais para a continuidade do ajuste fiscal, possibilitando a retomada do crescimento e uma melhora da avaliação pelas agências de rating internacionais”.

Para o Tesouro, há ainda outros motivos para essa perspectiva positiva, como a reforma da Previdência, a recuperação econômica puxada pela melhoria da demanda interna, a expectativa de redução dos déficits fiscais nos próximos anos e os juros baixos que ajudam a controlar a dívida pública.

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