Stablecoins: o que são e como funcionam as moedas digitais estáveis

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

Crédito: Pixabay

Costuma-se dizer que as stablecoins são uma porta de entrada para o mundo das criptomoedas. Apesar de serem ativos digitais, essas moedas não têm a altíssima volatilidade comum à maioria dos criptoativos. Isso acaba dando mais segurança ao investidor iniciante, que ainda se assusta com as oscilações do universo cripto.

Atualmente, já existem mais de 200 stablecoins em circulação no mercado, muitas delas com bom potencial de valorização. A seguir, saiba mais sobre o que são e como funcionam esses ativos digitais.

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O que são stablecoins?

Também conhecidas como “moedas estáveis”, as stablecoins se diferenciam de outras criptomoedas pelo fato de terem algum tipo de lastro. Nesse sentido, elas podem ser lastreadas tanto em ativos tradicionais (moedas fiduciárias ou commodities, por exemplo) quando em ativos digitais (outras criptomoedas).

Na prática, isso significa que, para cada stablecoin emitida, deve haver correspondência no seu ativo-referência. Por exemplo, o Tether (USDT), maior stablecoin em capitalização de mercado, é lastreado no dólar norte-americano. Esses dólares, que servem de garantia para a moeda digital, ficam em uma conta exclusiva. Periodicamente, são realizadas auditorias por parte da empresa emissora e de auditores externos para confirmar a suficiência do lastro.

Afinal, para que servem as moedas digitais?

Uma das funções das stablecoins é justamente tentar atenuar a volatilidade dos criptoativos para quem investe nesses ativos.

Digamos que um investidor tenha bitcoins na carteira e percebe uma tendência de queda. Em vez de trocar os bitcoins por reais (há taxas para isso), ele pode transferir os BTCs para uma carteira de stablecoins. Dessa forma, o seu dinheiro fica protegido da desvalorização dos criptoativos, pois a sua oscilação passa a ser a do lastro da stablecoin.

Por outro lado, isso também pode ser útil em momentos de percepção de alta das criptomoedas. Nesse caso, se o investidor já tem stablecoins, ele pode adquirir mais rapidamente algum criptoativo quando os preços começarem a subir.

Outro ponto positivo é a reserva de valor de uma stablecoin, dependendo do ativo base para o seu lastro. Como vimos, essas moedas podem estar lastreadas em commodities, como metais preciosos, petróleo, ou mesmo, por uma cesta de diferentes ativos. Dessa forma, a moeda acompanhará a oscilação dos preços desses ativos. Se houver valorização, o mesmo acontecerá com a stablecoin.

Mas não são só os investidores de criptomoedas que podem se beneficiar das moedas estáveis. Quando lastreadas em moedas fiduciárias (como dólar, euro ou real, por exemplo), as stablecoins permitem transações entre países diferentes. A seguir, veja como isso funciona.

CBDC: a moeda digital oficial dos bancos centrais.

Atualmente, há diversos países trabalhando no desenvolvimento das CBDCs (Central Bank Digital Currency) são as moedas digitais dos bancos centrais. A economia chinesa foi a primeira a desenvolver a sua CBDC – o yuan digital.

No Brasil, o projeto do Real Digital também está em andamento. Nesse sentido, a previsão é de que a nossa moeda digital esteja em circulação até o final de 2024. Saiba mais a respeito do Real Digital no artigo abaixo.

Você sabia que existem formas de investir em criptomoedas sem, necessariamente, precisar comprar esses ativos? Para saber mais a respeito, preencha o formulário para que um assessor da EQI Investimentos entre em contato!

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