Squadra questiona euforia de ofertas de subsidiárias

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores

Crédito: Wikimedia

Em carta divulgada na sexta-feira (21) a gestora de recursos Squadra chamou atenção para o atual momento de lançamentos de ofertas iniciais de ações (IPO) de subsidiárias de empresas listadas.

Na carta, a gestora desconstrói a narrativa de que a abertura de capital de subsidiárias gera um valor substancial para a empresa com ações na Bolsa.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

“O valor de uma empresa é dado pelos seus fluxos de caixa trazidos a valor presente”.

A gestora cita vários pontos negativos nesse tipo de IPO como a criação de novas despesas, ineficiências fiscais diversas e engessamento do balanço patrimonial “prejudicando a alocação de capital entre diferentes negócios de uma holding”.

Para provar sua teoria, a Squadra cita o exemplo de IPO de programas de fidelidade. “Talvez o maior exemplo de destruição de valor no Brasil envolvendo esse tipo de operação tenha sido a abertura de capital dos programas de fidelidade das companhias aéreas.”

Além disso, segundo a carta divulgada, esse tipo de listagem pode gerar várias situações de conflito de interesse. Isso porque “os acionistas minoritários de uma subsidiária não estão no mesmo barco dos controladores”. E “frequentemente, decisões que fazem sentido para uma não são as melhores para uma subsidiária de capital aberto”, diz o texto.

A gestora afirma ainda que compreende o racional de algumas das listagens de subsidiárias que vêm sendo apresentadas ao mercado, mas que ainda assim não concorda com “grandes animações” e percepções de geração de valor decorrentes destes eventos.

“Nas ocasiões em que encontrarmos distorções importantes entre preço e valor motivadas por esses eventos, bem como expectativas que julgarmos difíceis de serem concretizadas, gradualmente adicionaremos posições em nosso portfólio short”.

 

Planilha de Açõesbaixe e faça sua análise para investir

Money Week 5ª Edição

5 Dias de Evento | 70 Autoridades do Mercado Financeiro | 20 Horas de Conteúdo