Soltura e candidatura de Lula são possíveis, afirmam ministros do STF

O jogo parece estar se revertendo a favor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesta terça-feira (24) durante encontro, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) admitiram que a soltura, e por consequência, o registro da candidatura do petista, podem ser possíveis. O ex-presidente está preso desde o dia 07 de abril em Curitiba (PR).

Patrícia Auth
Patrícia Auth é jornalista formada pela Univali de Itajaí/SC. Trabalhou em impressos, como o Jornal de Santa Catarina, e também, como repórter na Rede Record e RBS TV. É casada, mãe da Lívia e adoradora de boa música e gastronomia.Na equipe EuQueroInvestir, é responsável pela produção de vídeos, e também escreve e edita artigos para o site.Entre em contato com a Patrícia pelo e-mail: patricia.auth@euqueroinvestir.com
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O ministro Gilmar Mendes disse que existe a possibilidade do plenário virtual da segunda instância favorecer a liberdade de Lula, mesmo com a negação do recurso pelo TRF-4.

Outra hipótese levantada pelos ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux é a de Luiz Inácio ser condenado só por corrupção, sendo a lavagem de dinheiro considerada uma ação feita dentro da corrupção passiva. Se isso acontecer, Lula poderá ter a pena reduzida.

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Lula candidato!

Mesmo com a afirmação de que a tarefa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é fazer valer a lei da ficha limpa, o ministro Luiz Fux não descarta a possibilidade de registro da candidatura do petista Lula. Segundo Fux, o acesso ao Judiciário é algo que não pode ser mudado, portanto, se a liminar do STF chegar, terá de ser cumprida.

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Na pesquisa Datafolha, feita no mês de abril, Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto em todos os cenários em que aparece. Já na pesquisa Barômetro Político do Instituto Ipsos, divulgada nesta quarta-feira (25), Lula tem desaprovação de 54% – menor do que no mês de março, que foi de 57% – e aprovação de 42%.

Livre das mãos de Moro e do TRF-4

Uma grande brecha foi aberta para a defesa de Lula com a decisão do STF de tirar das mãos do juiz Sérgio Moro as delações da Odebrecht, onde o ex-presidente é citado. Por quê? É fácil. Com a decisão, tudo leva a crer que as ações penais que Lula responde perante Moro passem para a Justiça de São Paulo. Com isso, também tira a apreciação de recursos do alcance do TRF-4, em Porto Alegre.

Com o “desvio”, a Justiça de São Paulo vai ter que abrir um novo inquérito para investigar as menções de Lula na delação da Odebrecht. E aí já sabemos qual deve ser a argumentação da defesa do ex-presidente petista: a lei não permite que alguém responda por um mesmo fato em dois juízos. Assim, Lula estaria, definitivamente, libertado das mãos de Moro.

A colunista do Jornal Estadão, Vera Magalhães, conseguiu resumir bem todo o desenrolar dessa história. A decisão dos ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes – de tirar das mãos do juiz Sérgio Moro as delações da Odebrecht – reforça o que a defesa de Lula sempre disse: o caso do ex-presidente não tem ligação com a Lava Jato.