Soja: importações pela China sobem 51,4% em setembro

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Site Ig

As importações de soja brasileira pela China fecharam o mês de setembro com uma alta significativa em relação ao mesmo mês do ano anterior,

Segundo dados divulgados pela Administração Geral da Alfândega, o período registrou crescimento de 51,4% no período.

Foram embarcadas do Brasil para a China, em setembro, 7,25 milhões de toneladas de soja, contra 4,79 milhões de toneladas em setembro de 2019.

Perdeu a Money Week?
Todos os painéis estão disponíveis gratuitamente!

Compra total de soja pela China também aumentou

Os chineses compraram 19% a mais de soja em setembro de 2020 do que no mesmo mês do ano passado.

Segundo a Administração Geral da Alfândega do país, neste ano entraram no país 9,8 milhões de toneladas do grão.

Deste total, 1,17 milhão de toneladas foram importadas dos Estados Unidos, número que representou uma baixa de 32,4% em relação a setembro de 2019.

Para os próximos meses, no entanto, a expectativa é de queda, segundo os analistas de mercado.

Isso deve acontecer porque os estoques de soja na China caíram para 7 milhões de toneladas na semana de 18 de outubro, após atingirem um pico próximo a 8 milhões de toneladas no início de setembro.

Os números dos estoques de farelo de soja do país estavam em 937,9 mil toneladas, abaixo do recorde de 1,27 milhão de toneladas alcançado no início de setembro deste ano.

Valorização externa faz preço subir no Brasil

De acordo com o site Notícias Agrícolas, uma somatória de fatores acabou contribuindo para o aumento do preço da soja no Brasil.

Entre eles estão o baixo excedente interno, o cultivo tardio no Brasil e a valorização externa.

Segundo a publicação, os produtores não têm interesse em negociar o restante da safra 2019/20, tornando o pouco volume disponível no spot alvo de disputa por indústrias locais, que oferecem preços acima dos da paridade de exportação.

O cenário tem deixado avicultores e suinocultores em estado de alerta quanto ao consumo de farelo de soja no primeiro bimestre de 2021, especialmente diante da possibilidade do atraso da colheita da safra 2020/21.

Em relação aos preços, o indicador CEPEA/ESALQ Paraná avançou expressivos 4,2% entre 16 e 23 de outubro, a R$ 164,50/sc de 60 kg na sexta-feira, 23.

Na parcial do mês, o índice registra a segunda maior média real da série do Cepea, inferior apenas à verificada em outubro de 2002.

O Indicador Paraná está superior ao Indicador ESALQ/BM&FBovespa Paranaguá (PR) – porto de referência de formação de preços de soja no Brasil –, que, por sua vez, fechou a R$ 164,23/sc de 60 kg na sexta, registrando aumento de 3% frente à semana anterior.

Leia também: Banco Central informa que crédito bancário cresceu 1,9% em setembro