SoftBank reduz planos para fundo de US$ 108 bilhões

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O SoftBank informou, nesta quarta-feira (12) que está diminuindo os planos para o Vision Fund 2. Isso aconteceu por causa dos prejuízos obtidos em investimentos como Uber e Wework. A empresa de Masayoshi Son resolveu rever os planos para segunda edição do fundo, que esperava captar US$ 108 bilhões. As informações são da Reuters.

Masayoshi disse à imprensa que foi preciso diminuir os planos para o Vision Fund 2, pois teve que investir somente os recursos da própria companhia. Trata-se de um recuo em relação a declaração feita há 7 meses, que o fundo havia garantido US$ 108 bilhões de investidores. O SoftBank ainda reportou um prejuízo operacional de US$ 2 bilhões no último trimestre do ano passado. No ano, a empresa lucrou US$ 24 milhões.

Em dezembro, a companhia informou que o Vision Fund tinha escrito cheques de US$ 74,6 bilhões em 88 empresas diferentes. Atualmente, esses investimentos são avaliados em US$ 79,8 bilhões. No entanto, analistas consideram difícil mensurar a performance do fundo por falta de abertura dos dados. “O Vision Fund 2 ainda está vivo… mas só vivo. Não parece que existe uma fila de parceiros esperando para entrar agora”, afirmou o analista Joel Kulina, da Wedbush Securities, em nota a investidores na quarta-feira.

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Vale ressaltar que no trimestre anterior, o fundo obteve prejuízo de US$ 8,9 bilhões, principalmente, pelo desinvestimento de US$ 10 bilhões no WeWork e pela queda nos preços das ações do Uber. Masayoshi chegou a pedir desculpas. E, pouco tempo depois, companhias que tiveram investimentos do SoftBank comunicaram demissões em várias partes do globo.

Diversas empresas apresentam dificuldades para viabilizar seus modelos de negócios e algumas delas chegam a encerrar as atividades. Para especialistas, o fundo precisa focar mais lucro do que em crescimento.

Mesmo diante dos problemas enfrentados, Masayoshi se mantém otimista. Em reunião com investidores, afirmou que “a maré está mudando” a seu favor. Acrescentou que não pretende desfazer sua fatia do Alibaba para adquirir papéis do SoftBank no mercado, ação que ajudaria na retomada da confiança por parte dos investidores.

Por fim, Masayoshi afirmou que o foco é entregar valor para os acionistas, em vez de prestar atenção em lucro ou prejuízo.