Sócio da Yacows nega mecanismos ilegais para disparo de mensagens em massa

Bruno de Oliveira
Jornalista e técnico em administração e negócios.
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Crédito: Roque de Sá / Agência Senado

O empresário Lindolfo Antônio Alves Neto, sócio da Yacows, negou o uso de mecanismos ilegais para disparar mensagens em massa nas eleições de 2018. O esclarecimento foi prestado nesta quarta-feira (19) durante a CPMI das Fake News.

Deputados e senadores apuram se a empresa utilizou nomes e CPFs sem autorização dos titulares. A prática seria para criar contas em aplicativos de mensagens e enviar informações falsas.

Durante depoimento, Lindolfo Neto afirmou que os serviços da Yacows foram contratados para a campanha de Henrique Meirelles (MDB). Ele disse ainda que agências que prestavam serviços para Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro, que estava no PSL, também pediram disparo de mensagens.

O empresário explicou que foram solicitadas 20 mil mensagens pela AM4, que prestava serviços para a campanha de Bolsonaro. Apesar do pedido, apenas 900 mensagens foram entregues a destinatários informados pela própria AM4.

Lindolfo Neto disse não ter conhecimento dos conteúdos das mensagens, e que os temas são de responsabilidade dos clientes.

Parlamentares questionam sócio da Yacows

Na CPMI, a deputada Natália Bonavides (PT-RN) exibiu a imagem de um texto na tela de um computador da Yacows. Segundo ela, trata-se de um conteúdo inverídico lançado contra Fernando Haddad quando ele concorreu à Presidência em 2018. Em resposta, Lindolfo Neto afirmou não reconhecer a imagem mostrada e que não disparou informações falsas.

Após questionamento do deputado Carlos Jordy (PSL-RJ), o empresário rejeitou a hipótese de que ele teria sido contratado para atacar o PT durante as eleições.

A relatora da comissão, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), destacou a necessidade de aumentar a fiscalização de agências que enviam informações em massa. Ela disse que não compreende como é possível o envio de mensagens sem que CPFs sejam usados para cadastramento de contas.

Na semana passada, a comissão ouviu Hans River, que trabalhou na Yacows. Segundo ele, a empresa usou de forma indevida vários CPFs para disparar as mensagens. Lindolfo negou a acusação e disse que o ex-funcionário ficou 38 dias na empresa e foi dispensado por motivos operacionais.

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 Com informações da Agência Câmara de Notícias e da Agência Senado.