Sob efeito da Covid-19, inflação recua na zona do euro

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Flickr

Sob efeito das paralisações e restrições de circulação impostas pela pandemia de coronavírus, a zona do euro registrou uma inflação anualizada de 0,7% em março, ante 1,2% em fevereiro.

O resultado veio em linha com a projeção do mercado, mas ainda longe da meta de inflação de 2%. A inflação muito baixa na União Europeia desestimula o consumo e o investimento nos países.

Em março do ano anterior, a inflação havia sido de 1,4%.

Já na União Europeia, a inflação anualizada de março foi de 1,2%, ante 1,6% de fevereiro, mesma leitura feita em março de 2019.

Os dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC ou CPI na sigla em inglês) foram publicados nesta sexta-feira (17) pelo Eurostat, escritório de estatísticas da União Europeia.

Inflação por segmentos

Em março, a maior contribuição para a queda da inflação na Europa veio do setor de serviços. Na sequência, vem alimentos, álcool e tabaco. Depois, bens industriais não energéticos e energia.

Zona do euro: inflação por países

As taxas de inflação mais baixas foram registradas na Espanha, na Itália, em Chipre e em Portugal. Todos estes países registraram 0,1%.

As maiores taxas foram registradas na Hungria e na Polônia (ambas com 3,9%) e na República Tcheca (3,6%).

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