Smiles (SMLS3): dados do terceiro trimestre mostram recuperação

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Smiles

O faturamento da Smiles (SMLS3) no terceiro trimestre deste ano representou 71% do registrado no mesmo período do ano passado, de acordo com comunicado da companhia divulgado nesta quarta-feira (7).

Já as vendas brutas de bilhetes representaram 76% do terceiro trimestre de 2019, enquanto a receita com milhas resgatadas somou 65%.

Os dados mostram um recuperação significativa dos indicadores da companhia, pois no segundo trimestre o faturamento tinha sido de 46% do total do segundo trimestre de 2019 (crescimento de 24 p.p); as vendas brutas de bilhetes foram 22% (+54 p.p.) e a receita com milhas, 13% (+52 p.p.).

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A empresa também divulgou os dados mensais do terceiro trimestre. O faturamento em julho tinha representado 57% de julho de 2019, passou para 62% em agosto e para 90% em setembro.

As vendas brutas de bilhetes foram, em julho de 2020, 60% do valor de julho de 2019, saltou para 76% em agosto e 90% em setembro.

A receita com milhas tinha sido de 48% em jullho; 54% em agosto e 87% em setembro.

Portanto, considerando apenas o mês de setembro, a redução de faturamento e da venda de bilhetes é de 10% em relação a setembro do ano passado, enquanto a receita com milhas recuou 13%.

Os novos cadastros na Smiles recuaram 29% em setembro deste ano e 36% no terceiro trimestre.

A companhia afirmou que a divulgação dos dados está sendo feita em caráter excepcional, a fim de “informar o mercado a respeito do desenvolvimento dos negócios da companhia”, durante a pandemia da Covid-19. Os números não foram auditados.

Balanço do segundo trimestre

No segundo trimestre, de acordo com balanço divulgado em julho, a Smiles reportou um prejuízo líquido de R$ 400 mil, revertendo lucro de R$ 155,7 milhões de igual período de 2019.

Já o Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 103,4% na comparação anual. Passou de R$ 180,4 milhões em 2019 para negativo em R$ 6,2 milhões em 2020.