A rede de academias Smart Fit (SMFT3) estreou nesta quarta-feira (14) na B3 (B3SA3) em disparada. As ações da companhia fecharam com ganhos de 34,78%, cotadas a R$ 31,00.
A oferta inicial de ações (IPO, pela sigla em inglês) movimentou R$ 2,3 bilhões e foi encerrada na última segunda-feira. O valor do preço por ação foi definido em R$ 23, dentro do intervalo indicado, entre R$ 20 a R$ 25.
Os coordenadores da oferta foram o Itaú BBA, o Morgan Stanley, o BTG Pactual, o Santander e o Banco ABC.
De acordo com a empresa, o montante da oferta será direcionado ao caixa da empresa. O objetivo principal é financiar a expansão da rede. Conforme o prospecto, aproximadamente 70% dos recursos serão utilizados para a abertura de novas unidades. A companhia não descartou possíveis aquisições estratégicas.
Sobre a Smart Fit (SMFT3)
Desde 1996 o empresário Edgard Corona já atuava no ramo de academias em São Paulo. Em 2008, ele era conhecido principalmente pela sua rede de academias high end Bio Ritmo, com foco nas classes A/B.
A Smart Fit afirma que é a líder do mercado de academias na América Latina, a quarta maior rede do mundo em número de clientes (sendo a maior academia fora dos Estados Unidos da América), e a com maior taxa de crescimento em número de academias próprias no período de 2014 a 2019, dentre as 25 maiores redes de academias de ginástica do mundo.
Atualmente, a Smart Fit tem presença em treze países da América Latina e detém a liderança no Brasil, no México e na região composta por Colômbia, Chile e Peru, em número de clientes ativos, operando no segmento high value low price com a marca Smart Fit e no fitness digital com a marca Queima Diária.
A Smart Fit diz que é a pioneira no modelo de high value low price na América Latina, com a abertura das primeiras academias Smart Fit no Brasil, em 2009, modelo adotado pelas redes de academias que mais crescem no mundo.
O registro de IPO da Smart Fit foi feito à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em maio de 2021.
O pedido foi feito após uma tentativa frustrada de abrir capital em 2018. Naquele ano, a empresa acabou voltando atrás diante das condições adversas do mercado.
Mas, agora, é para valer. Mesmo com a pandemia, a Smart Fit já conta com R$ 750 milhões, que virão da gestora Dynamo, do fundo canadense CPP e do GIC, fundo soberano da Cingapura. Eles já se comprometeram com o IPO, que deve movimentar cerca de R$ 2 bilhões no mercado.






