Small Caps Summit: segundo dia debate ESG, tecnologia e perspectivas nas empresas

Yolanda Fordelone
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução/Small Caps Summit

O segundo dia do Small Caps Summit trouxe temas que costumam gerar muitas dúvidas entre os investidores. A começar pela abertura do dia, o evento mostrou 7 lendas das small caps.  Afinal, há diferenças entre as large caps e as small caps? E quais os riscos?

Frederico Mesnik, CEO da Trígono Capital, listou os tópicos:

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  1. Maior risco
  2. Menor consistência
  3. Melhor fazer market timing
  4. Large caps recuperam mais rapidamente
  5. Small Caps são economicamente mais frágeis
  6. Small caps não têm governança
  7. Small caps não têm liquidez

O evento de dois dias aconteceu em 27 e 28 de julho, de forma gratuita e 100% online. Se perdeu, entre aqui para acompanhar os debates sobre small caps. Para saber mais sobre as 7 lendas, leia o artigo completo.

Retomada da economia

Com a retomada econômica aguardada para o segundo semestre e o auxílio das vendas online, a perspectiva de crescimento é bastante positiva para três small caps: Petz (PETZ3), Lojas Quero-Quero (LJQQ3) e Via (VVAR3).

Para Sergio Zimerman, CEO da Petz (PETZ3), a crise decorrente da pandemia de coronavírus foi assimétrica e favoreceu alguns segmentos específicos, especialmente os ligados com o home office.

“Ficando em casa, as pessoas começaram a interagir mais com seu pet e passaram a comprar mais petiscos e mais brinquedinhos. Também aproveitaram o momento para adotar ou para comprar um pet. A pandemia acelerou nossa boa perspectiva de crescimento para o segundo semestre”, afirmou.

Atualmente com 144 lojas em 18 unidades federativas, a Petz pretende chegar a todo o Brasil em cinco anos. A meta mínima de expansão da rede é ter 30 novas lojas por ano.

Mas a Petz quer mais: quer ser mundialmente reconhecida como o melhor ecossistema pet. “Não é só fazer marketplace e ter vendedores. Queremos plugar serviços e ter responsabilidade sobre as transações”, afirmou. Se perdeu, confira o artigo com a participação dos executivos.

ESG

O segundo dia do Small Caps Summit trouxe, entre outros temas, uma sigla que está nos holofotes do mercado: o ESG, que representa o conjunto de práticas ambientais, sociais e de governança nas empresas.

Fabiana Panachão, a curadora do evento e apresentadora do painel, apontou o tamanho deste mercado: neste ano, o termo atingiu o pico das buscas se comparado aos últimos cinco anos. Além disso a produção de resíduos no país gira em torno de 80 milhões.

A primeira letra da sigla significa environmental e representa todas as práticas ambientais. A Ambipar (AMBP3), que recentemente viu entrar como acionista a modelo Gisele Bündchen, atua em dois segmentos: o de valorização dos resíduos sobre o conceito de economia circular e o de atendimento de emergências ligados a resíduos químicos.

Segundo Castro, a companhia foi fundada sobre o pilar que engloba o E. “Temos diversos casos. Nos clientes industriais, por exemplo, pegamos os resíduos e os valorizamos, os transformando em produtos. Na indústria de papel e celulose, misturamos os resíduos de lodo e galhos e formamos o eco solo, uma espécie de adubo que retorna à própria empresa e a agricultores”, exemplifica.

Outro caso é o da indústria farmacêutica, na qual a Ambipar transforma os resíduos em sabonete e shampoo de colágeno. O executivo lembra que para isso há um investimento forte em pesquisa e desenvolvimento.

“Cuidar do meio ambiente é o nosso negócio”, resume Citvara, da Orizon (ORVR3), que também atua com a valorização de resíduos.

Os executivos também abordaram a importância das outras letras. Confira o artigo completo!

História de empresas

O evento também trouxe algumas histórias de empresas como a Simpar (SIMH3). Quando a Simpar abriu capital na B3 em 2010, tinha uma receita bruta de R$ 2 milhões. De lá para cá, a empresa cresceu cinco vezes o valor inicial.

Fazem parte do grupo Simpar a JSL, Movida, Vamos, CS Brasil, Original Concessionárias e a BBC, contando atualmente com mais de 28 mil colaboradores.

“Executamos nos últimos anos um planejamento estratégico que resultou na Simpar, com empresas independentes, mas alinhadas a nossa cultura e gestão. Essa organização foi planejada em 2013 e temos a certeza que temos muito mais a fazer para frente”, colocou Denys Marc Ferrez, executivo de finanças do grupo.

Tecnologia

A tecnologia se tornou um aliado para o crescimento das empresas. Muitas delas apostaram nesse modelo de negócio e têm crescido de forma exponencial. A realização de IPOs também tem ajudado muito. O assunto foi debatido no painel “Mid Caps: oportunidade de crescimento e mais liquidez”.

O fundador da Brasil Capital, André Ribeiro, lembrou que as companhias precisam olhar para o futuro. Desta forma, é importante construir vantagens competitivas, como o IPO e o uso da tecnologia.

Sobre os IPOs, ele lembra que companhias hoje grandes como a CCR (CCRO3), Weg (WEGE3), entre outra não eram consideradas grandes. A partir do momento de abriram o capital, passaram a prosperar, segundo ele.

Já a tecnologia pode ajudar a criar um novo modelo de negócio e que pode ser atrativo. Ele citou o caso do Banco Inter (BIDI11). Ele diz que é o banco tem uma estratégia vencedora, graças ao novo relacionamento com clientes, sendo inclusive até superior aos grandes bancos.

Isto porque, como se trate um banco digital, não precisa investir muito em agências e nem em pessoal, pois consegue operar com um estrutura enxuta.

Veja o artigo sobre o tema, que também trouxe as perspectivas.

O evento de dois dias acontece em 27 e 28 de julho. É gratuito e 100% online. Se perdeu o primeiro dia, aproveite para se inscrever e acompanhar os debates do segundo dia.

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