Índice Nacional da Construção Civil aponta alta de 1,44%, a maior desde 2013

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado nesta sexta-feira (09) pelo IBGE, subiu 1,44% em setembro. Essa é a maior taxa desde julho de 2013, e 0,56 ponto percentual acima da registrada em agosto (0,88%).

Conforme o índice, de janeiro a setembro, o índice acumula alta de 4,34%. Nos últimos 12 meses, a taxa soma 4,89%, resultado acima dos 3,78% registrados nos doze meses imediatamente anteriores.

“Estamos atingindo três meses seguidos com altas sucessivas da parcela dos materiais, que estão sendo impactantes na variação do índice nacional”, afirma Augusto Oliveira, gerente da pesquisa.

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“Os custos da mão de obra têm se mantido estáveis, apesar das duas homologações em Brasília e no Pará. O que pesou no índice de 1,44% foi a alta em todos os segmentos de materiais. Por exemplo, cimento, condutores elétricos, cerâmicas”, explicou.

Aumento do preço dos materiais

O custo nacional da construção, por metro quadrado, foi em setembro para R$ 1.209,02. Conforme a pesquisa, o valor se refere a R$ 645,56 dos materiais e R$ 563,46 à mão de obra. Em agosto, o número fechou em R$ 1.191,84.

A parcela dos materiais aumentou 2,55%. Esse registro é o maior índice considerando a série com desoneração da folha de pagamentos iniciada em 2013. Os aumentos observados foram de 0,95 pontos percentuais acima do mês anterior (1,60%), e 2,28 pontos percentuais em relação a setembro de 2019 (0,27%).

Por outro lado, a parcela da mão de obra com os dois reajustes observados, registrou taxa de 0,20%, subindo 0,11 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,09%) e caindo 0,27 ponto percentual se comparado a taxa de setembro de 2019 (0,47%).

De janeiro a setembro os acumulados são 6,59% (materiais) e 1,85% (mão de obra), sendo que em doze meses ficaram em 6,90% (materiais) e 2,62% (mão de obra).

A região Norte, com alta significativa na parcela dos materiais em todos os estados, e acordo coletivo observado no Pará, ficou com a maior variação regional em setembro, 1,81%.

Destaques

O maior destaque é Sergipe. No estado, os custos da mão de obra estabilizaram, mas com uma alta de 5,27% na parcela de materiais. Portanto, ao agregar as duas parcelas, a alta é de 2,91%, maior dentre todas as unidades da federação.

Em contrapartida, o Rio de Janeiro, apesar da alta de 0,41%, apresentou uma desaceleração da taxa. O valor de agosto havia sido 0,59%.

O grupo de materiais do estado caiu para 0,85% em setembro. Em agosto, fora 1,19%. Por fim, a mão de obra se manteve estável nos dois meses no Rio de Janeiro.