Shell reduz dividendos pela primeira vez desde a 2ª Guerra Mundial

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução / Facebook

A Royal Dutch Shell decidiu reduzir o pagamento de dividendos aos acionistas, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial. As informações são da Reuters.

A decisão foi tomada para tentar preservar o caixa. À medida que a companhia se prepara para uma queda na demanda do petróleo, devido a pandemia do coronavírus.

Além disso, a Shell também suspendeu as recompras de ações e avisou que vai reduzir a produção de petróleo e gás. A redução seria em cerca de um quarto, devido ao seu lucro líquido ter caído pela metade. Somando em 2,9 bilhões de dólares.

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Essas novas medidas em conjunto com os cortes em investimentos, devem possibilitar uma economia a Shell de 30 bilhões de dólares. O que pode auxiliar a empresa no enfrentamento da crise. Além de, uma transição à energia de baixo carbono segundo a Reuters.

Ben Van Beurden, presidente-executivo da Shell comentou sobre a situação: “Nós estamos atravessando uma crise de incerteza. Se nós não cortássemos os dividendos, nós ficaríamos sem opções para reposicionar a companhia para a recuperação e para o futuro.”

Sobre a Shell

A empresa se orgulhava muito por não ter cortado seus dividendos desde os anos de 1940. Mesmo em 1980, quando ocorreram grandes quedas no mercado, a companhia não cortou. De acordo com a Shell, os dividendos trimestrais vão ser reduzidos para 16 centavos de dólar por ação. O que deve auxiliar a poupar cerca de 10 bilhões de dólares neste ano.

Entre as cincos principais petroleiras no mundo, a Shell foi a primeira a cortar seus dividendos devido ao coronavírus. No primeiro trimestre, a BP e Exxon Mobil mantiveram, já a Total e Chevron ainda não divulgaram seus resultados.

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