Setor siderúrgico: projeções melhoram, mas ano deve fechar com queda

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
1

Crédito: Divulgação

O Instituto Aço Brasil informou nesta quarta (1º) que a produção total de aço bruto este ano deverá ser de 30.498 milhões de toneladas, volume 6,4% menor do que o registrado em 2019.

Estima-se ainda que o período seja encerrado com queda de 3,1% em vendas internas, atingindo 18.223 milhões de toneladas, informa a Agência Brasil.

Os volumes de exportações e importações também foram revisados para 1,44 milhão de toneladas (US$ 5.580 milhões) e 1.819 milhões de toneladas (US$ 1.943 milhões).

Conheça os Fundos Imobiliários para investir em Outubro

Setor siderúrgico retorna ao nível pré-pandemia após baque no 2TRI

Perspectiva

Embora a avaliação tenha melhorado desde a última projeção feita pelo instituto, em julho, ambos os índices continuam apresentando perspectiva considerável de queda, em relação a 2019, de 10,7% e 23,1%, respectivamente.

Assim, o consumo aparente deve ser de 19.998 milhões de toneladas, perfazendo uma redução de 4,7%.

Confira principais Ações para investir em Outubro

Em entrevista coletiva, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, reconheceu a possibilidade de haver alta no preço dose produtos.

Costa disse que isso se explica pelo encolhimento de estoques, adotado como “estratégia de sobrevivência”, e que se trata de uma condição para que o setor possa se recuperar.

Retomada

“Tínhamos começado bem o ano. Com a pandemia, e a primeira reação foi [a de termos] a tempestade perfeita. Tanto é que o setor de aço previu uma queda de 20%”, disse o secretário, em visita à usina da Gerdau, em Araçariguama, região metropolitana de Sorocaba (SP).

“Nosso varejo, nosso atacado, nossos distribuidores emagreceram, esvaziaram os estoques. Até os estoques preencherem-se de novo, vamos, infelizmente, ter, em algumas localidades, escassez de alguns produtos e preços mais altos, principalmente na ponta. São as dores da retomada”, acrescentou.

Segundo o Instituto Aço Brasil, a crise sanitária baixou para 45% o nível de operações do setor, que atualmente funciona com 63% de sua capacidade, a mesma de janeiro deste ano.

Para 2021, a expectativa é de que chegue a 75%.

*Com Agência Brasil

Gerdau está otimista sobre 2º semestre, mas vê risco no varejo

Produção mundial de aço bruto caiu 2,5% em julho