Setor público tem déficit primário de R$ 81 bilhões em julho, menor que projeção

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Flickr

O setor público consolidado brasileiro teve déficit primário de R$ 81,071 bilhões em julho. A projeção do mercado era por déficit maior, de R$ 85 bilhões.

O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo, desconsiderando os juros da dívida pública. E vem registrando aumentos devido à crise e as despesas com medidas de enfrentamento da pandemia.

No Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) houve déficit de R$ 88,1 bilhões. Nos governos regionais e empresas estatais, superávits de R$ 6,3 bilhões e R$ 790 milhões, respectivamente.

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No ano, até julho, o déficit primário acumulado do setor público consolidado atingiu R$ 483,8 bilhões, ante déficit de R$ 8,5 bilhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado em doze meses o déficit primário atingiu R$ 537,1 bilhões. Isto representa 7,48% do Produto Interno Bruto (PIB). 

A divulgação foi feita pelo Banco Central nesta segunda-feira (31).

A dívida pública bruta alcançou R$ 6.210,0 bilhões em julho, equivalente a 86,5% do PIB. Em junho, era de 85,5% do PIB.

A dívida líquida, por sua vez, foi de R$ 4.322,5 bilhões – 60,2% do PIB, ante 58% do mês anterior.

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