Setor público registra superávit de R$ 5 bi em março e dívida cai a 89,1% do PIB

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Banco Central (BC)/Divulgação

Em março, o setor público consolidado (que engloba governo federal, estados, municípios e empresas estatais) registrou superávit primário de R$ 5 bilhões em março. A projeção do mercado era de déficit de R$ 0,8 bilhões.

Comparativamente, em março de 2020 a conta ficou deficitária em R$ 23,7 bilhões. E o resultado divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira (30) é o melhor resultado para o mês de março desde 2012.

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O déficit primário do setor público consolidado foi de R$ 23,7 bilhões. E vem de superávit do governo central e dos governos regionais, na ordem de R$ 3,9 bilhões e R$ 1,1 bilhão, respectivamente.

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setor público

Reprodução/BC

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 44,5 bilhões em março, melhor do que as expectativas do mercado de déficit de R$ 43,1 bilhões.

Nos doze meses encerrados em março, o resultado nominal do setor público consolidado foi deficitário em R$ 973 bilhões, equivalente a 12,89% do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado elevado nesse período ocorreu devido às diversas medidas de manutenção da renda da sociedade, que caiu fortemente devido às restrições de mobilidade social impostas pela crise sanitária do Covid-19.

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – alcançou R$ 6,72, equivalente a 89,1% do PIB. Em fevereiro, ela equivalia a 90% do PIB.

O Banco BTG Pactual (BPAC11) esperava um superávit primário de R$ 4,3 bilhões. Na análise do banco, o resultado melhor do que o esperado ainda reflete um cenário mais positivo na economia brasileira no início do ano. Porém, não contempla ainda as novas medidas de distanciamento social nem o impacto na nova rodada de auxílio emergencial à pandemia. Para os próximos meses, a expectativa é de resultado pior.