Setor público consolidado registra déficit de R$ 23,7 bi em março

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site Fitratelp

O déficit do governo central (R$ 21,4 bilhões) respondeu pela maior parte do déficit público consolidado de 23,7 bilhões, registrado em março deste ano, informou o Banco Central.

No mesmo mês de 2019, o déficit foi de R$ 18,629 bilhões.

Déficit x superávit

Em março, enquanto estados foram deficitários em R$ 2,7 bilhões, as estatais tiveram superávit de R$ 405 milhões em igual período.

Bancos fora

Fazem parte do governo central a Previdência Social, Tesouro Nacional, Banco Central (BC), além de estados, municípios e estatais. Desse cálculo, não entram Petrobras (PETR 3, PETR 4), Eletrobras (ELET3) e os bancos públicos – Banco do Brasil (BBAS3) e Caixa Econômica Federal (CEF).

Acumulado positivo

Já o resultado primário acumulado de 2020 apresentou superávit de R$ 11,7 bilhões, superior, portanto, aos R$ 13,3 bilhões superavitários, relativos ao mesmo período do ano anterior.

Déficit/PIB sobe

Em outra projeção, nos 12 meses contados até março, o governo amarga déficit de R$ 63,490 bilhões, o que equivale a 0,86% do Produto Interno Bruto (PIB).

Esse resultado representa um avanço negativo, pois em fevereiro último, a relação déficit/PIB era de 0,8%.

Critério nominal

Se incluídas as despesas com juros, em termos nominais, o setor público consolidado apresentou déficit de R$ 79,699 bilhões no mês passado, uma elevação substancial, se comparada há um ano, quando não passou de R$ 62,175 bilhões.

No ano, o déficit nominal chegou a R$ 109,934 bilhões.

Conta salgada

O resultado nominal consolidado decorre de um déficit primário de R$ 23,7 bilhões, somado à conta salgada de juros de R$ 56 bilhões.

Nominal em alta

Também em termos nominais, nos 12 meses até março, o déficit nas contas do setor público era negativo de R$ 457,944 bilhões ou 6,24% do PIB, pouco superior aos 6,02% do PIB em fevereiro.

Conta de juros cresce

Nesse mesmo período, a conta de juros totalizou R$ 394,454 bilhões ou 5,37% do PIB, pouco maior que os 5,22% de fevereiro. Igualmente em março, a dívida bruta do governo geral subiu para 78,4% do PIB